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Saúde de Blumenau registra 1,4 milhão de atendimentos e enfrenta filas de até 17 mil pedidos

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A Secretaria Municipal de Saúde de Blumenau apresentou, nesta terça-feira (11), na Câmara de Vereadores, os resultados dos primeiros quatro meses de 2026. O balanço reúne dados sobre atendimentos, vacinação, internações, cirurgias, investimentos e demandas ainda pendentes na rede pública.

Entre janeiro e abril, a atenção primária contabilizou cerca de 1,42 milhão de atendimentos. O período também teve mais de 250 mil consultas médicas, 66 mil consultas de enfermagem e 228 mil visitas domiciliares.

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Além disso, foram distribuídos aproximadamente 347 mil medicamentos, realizados 313 mil procedimentos e aplicadas mais de 83 mil vacinas.

Na atenção especializada, o município registrou 1,845 milhão de atendimentos, maior volume para um primeiro quadrimestre desde 2022. Apesar da produção, algumas áreas ainda concentram milhares de solicitações.

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A maior fila era para exames de ultrassonografia, com 17.788 pedidos, seguida pela área de psicologia, que tinha 7.637 solicitações.

O serviço Alô Saúde realizou 3.937 teletriagens e mais de 28 mil teleconsultas no período. Durante a apresentação, também foram discutidas mudanças no protocolo para emissão de atestados pelo serviço.

>>>LEIA TAMBÉM: Saúde de Blumenau entra em pauta com prestação de contas nesta terça-feira

Segundo o secretário Marcelo Lanzarin, usuários que realizarem duas consultas pelo Alô Saúde dentro de um intervalo de 60 dias deverão ser encaminhados para atendimento presencial.

Na área hospitalar, foram contabilizados 11.777 atendimentos, 11.752 internações e 2.279 cirurgias eletivas nos quatro primeiros meses do ano.

A Secretaria informou ainda que 53% dos partos realizados em Blumenau foram cesáreas, considerando procedimentos feitos pelo SUS e pela rede particular.

Outro dado apresentado foi a redução da fila por cirurgias ortopédicas, que passou de 2.196 para 2.023 solicitações.

Durante a audiência, os vereadores também fizeram questionamentos sobre os repasses aos hospitais, produtividade das unidades e reclamações relacionadas ao atendimento oferecido pela rede municipal.

O secretário informou que 26 unidades já passaram por auditorias. Dependendo das situações encontradas, os profissionais podem receber capacitação, acompanhamento, ser realocados ou responder a processos administrativos disciplinares.

A orientação da Secretaria é que pacientes formalizem reclamações pela Ouvidoria e pelos Conselhos Locais de Saúde. A medida permite registrar oficialmente os casos e auxiliar na apuração de possíveis problemas.

Na parte financeira, o município informou ter arrecadado R$ 535 milhões dos R$ 1,5 bilhão previstos para a Saúde em 2026. Até o momento, R$ 277 milhões já haviam sido liquidados pelo Fundo Municipal de Saúde.

Desse montante, R$ 132 milhões foram destinados à atenção primária e R$ 126 milhões à média e alta complexidade.

A Secretaria também informou que pretende retomar a análise de produtividade das unidades. A ideia é comparar locais com características semelhantes, levando em consideração não apenas o número de atendimentos, mas também a qualidade dos serviços prestados.

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