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Esquema de corrupção envolvendo serviços para população em situação de rua é alvo de operação em SC

Mais de 15 pessoas foram indiciadas por crimes como falsidade ideológica, peculato-desvio e lavagem de dinheiro.

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Uma investigação da Polícia Civil colocou sob suspeita contratos firmados pela Prefeitura de Florianópolis para a prestação de serviços destinados a pessoas em situação de rua. Na manhã desta terça-feira (23), agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e afastaram dois investigados durante uma nova fase das apurações, batizada de Operação Backstage.

De acordo com a corporação, há indícios de que um grupo formado por um ex-secretário municipal, um servidor público e o dirigente de uma associação tenha atuado para beneficiar uma entidade em um processo de seleção promovido pelo município.

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A suspeita é de que o procedimento tenha sido estruturado para favorecer a contratação da organização responsável pela execução de serviços na Passarela da Cidadania, principal estrutura de acolhimento da capital para pessoas em vulnerabilidade social.

Os investigadores apontam que a parceria começou em junho de 2025, por meio de um termo de colaboração com duração de três meses e valor superior a R$ 3,3 milhões. Na sequência, um novo acordo foi firmado por um período de um ano, elevando os repasses para aproximadamente R$ 21 milhões.

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A operação desta terça-feira é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas na Operação Pecados Capitais, deflagrada em 2024 para apurar possíveis desvios de recursos públicos em Florianópolis.

Desde então, a Polícia Civil abriu dez inquéritos relacionados ao caso. Parte deles já foi encaminhada à Justiça, com mais de 15 pessoas indiciadas por suspeitas de crimes como falsidade ideológica, peculato-desvio e lavagem de dinheiro.

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Nesta etapa, as autoridades investigam possíveis práticas de corrupção, tráfico de influência, falsidade ideológica e organização criminosa. A análise dos documentos e equipamentos apreendidos deve auxiliar no esclarecimento da participação de cada envolvido.

Em nota, a Associação Alberto de Souza afirmou que a contratação do Projeto Rumo Certo ocorreu dentro das exigências previstas no edital e na legislação vigente. A entidade também declarou que colaborará com as autoridades e fornecerá todos os documentos necessários para a continuidade das apurações.

Já a Prefeitura de Florianópolis informou que aguarda acesso aos detalhes oficiais da operação antes de se manifestar sobre eventuais medidas administrativas.

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