Deputada é denunciada após usar blackface na Alesp para criticar Erika Hilton e faz declarações que geram acusações de racismo e transfobia
A prática é amplamente reconhecida como racista.
Uma apresentação feita pela deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo, na quarta-feira (18), gerou forte repercussão e abriu uma nova frente de debate político e jurídico.
Durante seu discurso, a parlamentar utilizou maquiagem para escurecer a pele, em um gesto associado ao blackface, prática amplamente reconhecida como racista por remeter a representações estereotipadas e ofensivas de pessoas negras.
A manifestação ocorreu enquanto a deputada criticava a escolha da deputada federal Erika Hilton para comandar a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.
Em sua fala, Fabiana Bolsonaro argumentou que não poderia assumir determinadas pautas apenas por se apresentar de determinada forma, além de fazer declarações sobre identidade de gênero ao defender sua condição de mulher e questionar o reconhecimento de pessoas trans nesses espaços. As declarações ampliaram a controvérsia e foram interpretadas por adversários como ofensivas.
Diante do episódio, a deputada estadual Mônica Seixas e a vereadora Luana Alves formalizaram denúncia em uma delegacia especializada em crimes raciais e intolerância. Elas sustentam que houve prática de racismo em plena sessão pública e criticaram a ausência de reação imediata por parte da condução dos trabalhos legislativos.
>> LEIA TAMBÉM: Debate acalorado na CCJ: deputada acusa ministro de mentir sobre redução de impostos
Segundo Mônica Seixas, também houve entraves no registro da ocorrência, mesmo com previsão regimental para atuação policial em situações de flagrante dentro do plenário.
A parlamentar do PSOL informou ainda que pretende acionar o Conselho de Ética da Alesp e cobrar providências institucionais. Até o momento, o presidente da Casa, André do Prado (PL), não se pronunciou, assim como Erika Hilton. O caso deve ter desdobramentos tanto na esfera política quanto judicial.
ASSISTA AO VÍDEO ⤵️







