Após anos de espera, Justiça se manifesta no Caso Isadora; homem recebe 12 anos de prisão

Após quase sete anos do crime, a Justiça de Imbituba condenou o homem acusado de matar a namorada Isadora Viana Costa a 12 anos de reclusão em regime inicial fechado.
A decisão, proferida nesta sexta-feira, 5 de setembro, ocorreu após quase 30 horas de julgamento no Tribunal do Júri e contou com a atuação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O réu ainda perdeu o cargo público de tabelião e teve negado o direito de recorrer em liberdade.

O Conselho de Sentença considerou comprovado que o acusado praticou homicídio qualificado por feminicídio. A sentença é resultado de dois dias de julgamento, com análise de mais de cinco mil páginas de processo e mais de 50 horas de vídeos.
O Promotor de Justiça Geovani Werner Tramontin destacou o trabalho do MPSC na defesa da vida e das mulheres, enquanto a Promotora Patricia Zanotto reforçou que a condenação trouxe justiça à família da vítima.

O crime ocorreu na manhã de 8 de maio de 2018, após uma noite de consumo de álcool e drogas. Isadora havia ligado para a irmã do réu pedindo ajuda, relatando que ele passava mal, mas isso irritou o acusado.
Cerca de 30 minutos depois, após a saída da irmã e do cunhado do local, o réu imobilizou Isadora e passou a agredi-la, causando trauma abdominal e a ruptura da veia cava, resultando na morte da jovem. A perícia descartou que a causa da morte fosse overdose.
Mesmo diante da gravidade das agressões, o réu demorou a acionar socorro médico. Somente após duas ligações para um amigo médico, que constatou convulsões, ele chamou o serviço de emergência.
Quando os socorristas chegaram, Isadora já estava inconsciente. Encaminhada ao hospital, a jovem não resistiu, e o médico acionou a Polícia Civil, dando início às investigações que culminaram na condenação.
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Durante o julgamento, amigas da vítima relataram episódios em que Isadora demonstrava medo diante do consumo excessivo de álcool e drogas pelo réu. Delegados que atuaram no caso detalharam os elementos que comprovaram o crime, reforçando a gravidade da ação.
A família de Isadora acompanhou emocionada a sessão. A irmã gêmea, Mariana Viana Costa, afirmou que sentirá para sempre a falta da companheira. O pai, Rogério Froner Costa, comentou que a condenação trouxe um alívio parcial, enquanto a mãe, Cibelle Viana Costa, agradeceu o trabalho do MPSC e destacou que a dor pela perda será eterna, mas que o nome e a história da filha foram honrados.
O julgamento contou ainda com a presença de amigos, familiares e membros da comunidade, lotando o salão do júri. O réu foi imediatamente encaminhado ao presídio para iniciar o cumprimento da pena.










