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Viúva descobre transferência de R$ 7 mil feita após morte do marido por funcionário do IML

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Um ex-funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi condenado a mais de dois anos de prisão por realizar uma transferência bancária de R$ 7 mil para a própria conta, utilizando o celular de um homem morto. A sentença também determina o pagamento de R$ 10 mil de indenização aos familiares da vítima e a perda do cargo público após o trânsito em julgado da decisão.

Daniel Nathan Ribeiro Andrade foi condenado pelo crime de peculato a dois anos, dois meses e 20 dias de reclusão, em regime aberto. A decisão foi proferida pela 4ª Vara Criminal de Santos. Ele poderá recorrer em liberdade, e a defesa informou que pretende contestar a sentença.

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Transferência foi feita horas após a morte

O caso aconteceu em 15 de maio de 2026, depois que um motociclista morreu em um acidente de trânsito em Santos. O corpo foi encaminhado ao IML durante a madrugada e, conforme os registros da transferência, às 6h49 foi realizado um Pix de R$ 7 mil do celular da vítima para uma conta bancária em nome do então funcionário.

A movimentação só foi descoberta dias depois, quando a viúva procurou uma agência bancária para encerrar a conta do marido. Ao verificar as informações bancárias, ela identificou a transferência e percebeu que o dinheiro havia sido enviado a uma pessoa que trabalhava no instituto para onde o corpo havia sido levado.

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A mulher também relatou que recebeu o celular do marido danificado. Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, o aparelho apresentava sinais de avaria e havia registros de mensagens e arquivos do WhatsApp apagados.

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Defesa pretende recorrer da condenação

De acordo com as informações divulgadas pelo UOL, Daniel admitiu ter realizado a transferência durante o plantão e afirmou que enfrentava dificuldades financeiras. Ele também declarou estar arrependido da conduta. A defesa, por sua vez, criticou a pena aplicada e anunciou que pretende recorrer.

O caso foi investigado após a denúncia feita pela viúva e mobilizou a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. Em junho, o então funcionário chegou a ser preso preventivamente, mas obteve liberdade provisória posteriormente.

A condenação estabelece a pena em regime aberto e a indenização aos familiares. A perda do cargo público, no entanto, deverá ocorrer somente após o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso. Até lá, a defesa poderá buscar a revisão da decisão judicial.

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