TSE e STF descartam possibilidade de anulação do segundo turno das eleições
Os números da apuração também entram na análise.
A possibilidade de anulação do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 é descartada por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo informações de bastidores.
A avaliação é de que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) não dispõe, até o momento, de argumentos suficientes para invalidar o resultado das urnas, que confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após a apuração do último domingo (25), Flávio anunciou que pretende recorrer à Justiça e afirmou que não reconheceria o resultado da votação. Em entrevista coletiva, o senador disse que sua equipe jurídica trabalharia para pedir a anulação da eleição. Ele também criticou a atuação de ministros do Supremo e alegou que as regras do processo eleitoral teriam sido modificadas durante a disputa.
Entre os pontos que podem ser questionados pelo PL está a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que ampliou em duas horas o período de votação. A medida, no entanto, enfrenta um obstáculo: a própria campanha de Flávio havia solicitado ao TSE a extensão do horário. Outro aspecto é que a determinação teve validade em todo o território nacional.
Os números da apuração também entram na análise. Um levantamento do g1, elaborado a partir de dados do TSE, apontou que 35.521 votos foram registrados após as 17h. O volume corresponde a cerca de 0,81% da diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos entre Lula e Flávio. Para ministros ouvidos reservadamente, esse cenário não oferece sustentação suficiente para anular o resultado.
A condução do processo eleitoral também recebeu manifestações públicas de integrantes das duas Cortes. O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, afirmou que a ampliação do horário não comprometeu a apuração e declarou confiança na integridade das eleições.
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No STF, Edson Fachin ressaltou que a decisão dos eleitores precisa ser respeitada. Gilmar Mendes e Flávio Dino também reconheceram publicamente a vitória de Lula.
A iniciativa anunciada por Flávio ocorre em um contexto de contestação eleitoral semelhante ao de 2022. Naquele ano, o PL questionou o resultado das urnas e acabou multado em mais de R$ 22 milhões por determinação do então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, sob a justificativa de litigância de má-fé.
Até o momento, a intenção de recorrer anunciada pelo senador não significa que um pedido de anulação tenha sido aceito pela Justiça. Caso a medida seja formalizada e avance pelas instâncias judiciais, a discussão poderá chegar ao Supremo Tribunal Federal.







