Notícias de Economia

Banco Central corta Selic antes das eleições e juros vão a 13,75%

Clique e saiba mais!
Garanta já o seu!

O Banco Central reduziu na quarta-feira (16) a taxa básica de juros da economia brasileira de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na última reunião antes da eleição e representa um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic.

A redução ocorre após a desaceleração recente da inflação. Em agosto, o IPCA, índice que mede a inflação oficial do país, registrou deflação de 0,32%, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em 4,22%.

Saiba mais!

Com a nova decisão, a Selic chega ao menor patamar desde março de 2025, quando estava em 13,25% ao ano. Este foi o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual realizado pelo Copom, repetindo as reduções decididas nas reuniões de março, abril, junho e agosto.

Inflação desacelerou, mas cenário ainda exige cautela

De acordo com o Copom, a desaceleração da inflação oficial e dos indicadores que retiram itens de preços mais instáveis abriu espaço para a redução dos juros. Esses indicadores ficaram abaixo do teto do intervalo de tolerância da meta de inflação, estabelecido em 4,5%.

Faça seu orçamento - Clique aqui

Apesar da melhora, o Banco Central destacou que a inflação ainda permanece acima da meta. O colegiado também afirmou que os riscos para a evolução dos preços, tanto de alta quanto de baixa, continuam mais elevados que o habitual, com predominância dos riscos de alta.

O cenário internacional também foi citado na decisão. Segundo o Copom, a instabilidade nos preços de ativos e de commodities provocada pela crise no Oriente Médio exige cautela dos países emergentes.

As contas públicas federais continuam igualmente no radar do Banco Central. O colegiado informou que segue acompanhando os impactos da política fiscal doméstica sobre a política monetária e os ativos financeiros, especialmente em um cenário considerado de maior incerteza.

>>>> Leia também: Selic cai pela terceira vez seguida e chega a 14,25% ao ano; veja o que muda para o bolso dos brasileiros

Banco Central não sinaliza novos cortes automáticos

Apesar da quinta redução consecutiva, o Banco Central não garantiu que haverá novos cortes da Selic nas próximas reuniões.

O Copom afirmou que a magnitude total do atual ciclo de redução dos juros será definida a partir das novas informações sobre a evolução dos preços.

A autoridade monetária reforçou que continuará acompanhando o cenário para manter o nível de restrição necessário e buscar a convergência da inflação à meta.

A decisão desta quarta-feira foi unânime. Todos os sete diretores do Banco Central votaram pela redução da taxa de 14% para 13,75% ao ano: Gabriel Muricca Galípolo, presidente do BC, Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.

No sábado (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia criticado o nível dos juros e relacionado a taxa ao crescimento da dívida pública.

Durante um comício em Curitiba, ele afirmou que a taxa de juros representa um dos principais componentes da dívida do país e defendeu crescimento econômico e investimentos para a geração de empregos.

Com o novo corte, a Selic passa a 13,75% ao ano, enquanto o Banco Central mantém a cautela em relação aos próximos passos e condiciona a continuidade do ciclo à evolução da inflação e dos demais riscos observados pela autoridade monetária.

CLIQUE PARA ENTRAR

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo