Selic cai pela terceira vez seguida e chega a 14,25% ao ano; veja o que muda para o bolso dos brasileiros
A taxa básica de juros da economia brasileira voltou a cair. Em decisão anunciada nesta quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano.
O corte de 0,25 ponto percentual já era esperado pela maior parte do mercado financeiro e marca a terceira redução consecutiva dos juros no país.
A decisão foi tomada por unanimidade pelos integrantes do Copom e ocorre em um cenário de desaceleração da inflação e redução das tensões internacionais que vinham pressionando os preços do petróleo e dos combustíveis.
Em comunicado, o Banco Central destacou que o ambiente externo ainda exige cautela devido às incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio e aos impactos sobre a economia global.
Apesar disso, a instituição avaliou que a recente queda no preço do petróleo e os sinais de moderação da inflação abriram espaço para uma nova redução da taxa básica.
No cenário doméstico, o Copom observou que a atividade econômica apresentou aceleração no primeiro trimestre do ano, com setores mais sensíveis ao crédito ganhando força e o mercado de trabalho mantendo sinais de resistência.
Ao mesmo tempo, a inflação continua acima da meta estabelecida pelo Banco Central, o que exige acompanhamento constante.
A expectativa de corte ganhou força após o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, que contribuiu para reduzir a pressão sobre o mercado internacional de petróleo.
Com a queda da commodity, diminui também o risco de aumento nos preços dos combustíveis, fator que influencia diretamente a inflação.
Outro ponto considerado positivo pelos analistas foi o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio.
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A inflação oficial registrou alta de 0,58%, abaixo dos 0,67% observados em abril, sinalizando uma desaceleração no ritmo de aumento dos preços.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros estão mais altos, o crédito fica mais caro, o consumo tende a diminuir e a pressão sobre os preços é reduzida.
Já quando a inflação apresenta sinais de controle, o BC pode iniciar um ciclo de redução dos juros para estimular a atividade econômica.
Desde 2025, o sistema de metas contínuas estabelece um objetivo de inflação de 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Atualmente, as projeções do mercado para 2027 ainda permanecem acima da meta central, o que indica que futuras reduções da Selic dependerão da evolução dos indicadores econômicos nos próximos meses.
O Banco Central informou que continuará acompanhando os dados da economia e que a intensidade e a duração do atual ciclo de cortes serão definidas conforme novas informações sobre inflação, atividade econômica e cenário internacional forem incorporadas às análises da instituição.
Com a nova decisão, consumidores e empresas podem começar a sentir, gradualmente, os efeitos de juros menores em financiamentos, empréstimos e investimentos.
No entanto, especialistas lembram que o impacto completo das mudanças na Selic costuma levar entre seis e 18 meses para ser percebido na economia.







