Dona de ‘Pegue e Pague’ desabafa após produtos serem levados sem pagamento em SC
É a segunda vez que o fato acontece.
Uma banca de produtos agrícolas de Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, voltou a registrar um problema que coloca em risco o funcionamento do sistema de venda baseado na confiança. Pela segunda vez, mercadorias foram retiradas do local sem que o pagamento fosse deixado pelos clientes.
O caso ocorreu na comunidade de Santa Bárbara. A proprietária do estabelecimento relatou a situação em um vídeo publicado nas redes sociais do Pegue e Pague Direto da Roça. A publicação foi compartilhada por páginas da região e recebeu manifestações de apoio de pessoas de diferentes cidades de Santa Catarina.
O local funciona no formato de autoatendimento. Os produtos produzidos pela família são colocados em uma banca com os preços indicados, enquanto os próprios consumidores escolhem as mercadorias e deixam o valor correspondente. Não há funcionário acompanhando as compras.
De acordo com a proprietária, a família decidiu manter o modelo justamente por acreditar na honestidade dos clientes. Ela explicou que os produtos comercializados são resultado do trabalho diário da família e que a renda obtida com a banca contribui para o sustento da casa.
A mulher também contou que os dois filhos acompanham a rotina do negócio. Ao relatar o novo episódio, ela pediu que a pessoa responsável considere devolver os produtos ou realizar o pagamento. A proprietária também afirmou que não pretende fazer julgamentos, mas informou que pretende adotar as providências necessárias.
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A repercussão da publicação levou outros moradores e comerciantes a relatarem experiências semelhantes. Entre as sugestões deixadas nos comentários estão a instalação de câmeras de segurança e outras formas de monitoramento.
O sistema de “Pegue e Pague” é utilizado em diversas áreas rurais de Santa Catarina. Nele, agricultores deixam alimentos como verduras, frutas e ovos disponíveis para venda sem a presença de um atendente. A praticidade, porém, depende do pagamento correto por parte dos consumidores.
Até o momento, a família não informou qual produto foi levado, o valor do prejuízo ou se houve registro da ocorrência junto às autoridades. Também não foi divulgado se a pessoa responsável pelo episódio procurou os proprietários para devolver ou pagar pelas mercadorias.
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