Inflação recua em julho para 0,07% e preços dos alimentos caem em 26 capitais brasileiras
A inflação oficial do Brasil desacelerou em julho e registrou a menor variação mensal dos últimos meses.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,07%, uma redução de 0,09 ponto percentual em relação aos 0,16% registrados em junho.
No acumulado de 2026, o IPCA chega a 3,44%, enquanto a inflação dos últimos 12 meses ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados no período anterior. O resultado também ficou abaixo da taxa de julho de 2025, quando a inflação havia sido de 0,26%.
Alimentos puxam inflação para baixo
O grupo Alimentação e Bebidas foi um dos principais responsáveis pelo resultado mais baixo em julho. A categoria apresentou queda de 0,67%, enquanto os alimentos consumidos dentro de casa recuaram 1,14%.
Entre os produtos que tiveram as maiores quedas estão:
- Tomate: -29,09%
- Batata-inglesa: -19,59%
- Cenoura: -14,41%
- Café moído: -2,45%
O tomate foi o principal responsável pela redução do índice, com impacto negativo de 0,10 ponto percentual no resultado geral do mês.
Cesta básica cai em 26 capitais
O custo do conjunto dos alimentos básicos também apresentou forte redução em julho. Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 26 das 27 capitais brasileiras registraram queda no preço da cesta básica.
As maiores reduções foram registradas em:
- Natal: -7,95%
- Maceió: -7,87%
- Belo Horizonte: -7,44%
- Palmas: -7,38%
- Rio de Janeiro: -7,12%
Em Florianópolis, a cesta básica também apresentou redução, acompanhando o movimento registrado na maior parte do país.
A única capital onde houve aumento foi São Luís, com alta de 0,3%.
Habitação registra maior alta
Apesar da queda nos alimentos, nem todos os setores apresentaram redução. O grupo Habitação teve a maior alta do mês, com avanço de 0,99%, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o resultado do IPCA.
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Entre os demais grupos, as variações ficaram entre:
- Vestuário: -0,66%
- Saúde e cuidados pessoais: +0,40%
Combustíveis ficam mais baratos
O grupo Transportes teve alta de apenas 0,05% em julho. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento de 11,67% nas passagens aéreas.
Por outro lado, os combustíveis registraram queda de 1,44% no conjunto:
- Etanol: -2,26%
- Gasolina: -1,37%
- Óleo diesel: -1,22%
- Gás veicular: -0,08%
Inflação caiu em 14 localidades
A pesquisa do IPCA acompanha dez regiões metropolitanas, além de municípios como Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Em julho, 14 localidades apresentaram queda na inflação em relação a junho. Em cinco delas, o índice ficou negativo, caracterizando deflação:
- Aracaju
- Belo Horizonte
- Curitiba
- Salvador
- Belém
A deflação ocorre quando a média geral dos preços de produtos e serviços cai em determinado período.
INPC também registra queda
O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que registrou -0,01% em julho. Em junho, o indicador havia apresentado alta de 0,14%.
No acumulado de 2026, o INPC registra alta de 3,50%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula 4,10%, abaixo dos 4,33% registrados no período anterior.
Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,74% em julho, enquanto os produtos não alimentícios apresentaram alta de 0,23%.
O que os números mostram
O resultado de julho aponta para uma desaceleração da inflação, principalmente devido à redução dos preços dos alimentos e dos combustíveis. A queda da cesta básica em 26 capitais também representa um alívio para o orçamento das famílias.
Ao mesmo tempo, setores como habitação e passagens aéreas registraram aumentos e ajudaram a limitar uma queda ainda maior do índice geral.







