Filhote sobrevive após ingerir 55 pedras de crack e ex-tutora vira ré por maus-tratos em SC
O MPSC também pediu indenização de R$ 38.362,02 pelos danos à cadela.
Uma filhote de buldogue francês de apenas três meses sobreviveu a uma intoxicação grave depois de ingerir cerca de 55 pedras de crack em Joinville, no Norte de Santa Catarina. O episódio, ocorrido em abril, agora também resultou em uma denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra a antiga tutora da cadela por maus-tratos.
A denúncia aponta que a mulher mantinha os entorpecentes dentro de casa, no bairro Jarivatuba, em um local ao qual a filhote tinha acesso. Durante o atendimento policial, ela teria reconhecido a propriedade da droga e relatado que utilizava a própria cachorra para escondê-la. O processo tramita em segredo de Justiça e não detalha como ocorreu a ingestão.
Antonieta começou a apresentar sintomas severos em 17 de abril. A intoxicação provocou convulsões repetidas, tremores, rigidez muscular e alterações neurológicas, além de problemas respiratórios e gastrointestinais. Diante da gravidade, a cadela precisou passar por um procedimento para retirada das pedras, ficar internada e depois ser encaminhada a uma UTI veterinária em Curitiba.
A recuperação foi considerada positiva e Antonieta recebeu alta em 3 de maio, após permanecer três dias na terapia intensiva. Depois disso, ela passou a viver com um novo tutor. O MPSC, porém, quer que a Justiça determine a perda definitiva da guarda pela antiga responsável.
A situação também levou a uma investigação por tráfico de drogas. Depois que os veterinários encontraram o crack no organismo da filhote, a Polícia Militar foi chamada e iniciou a apuração. A ex-tutora responde separadamente por esse crime, em uma ação que também foi apresentada pelo Ministério Público.
E o caso não terminou com a alta da cachorra. Naquele mesmo 3 de maio, a mulher foi novamente detida, desta vez por agentes da Guarda Municipal, após, segundo a denúncia, tentar esconder pedras de crack ao perceber a aproximação dos agentes. Não há informação pública atualizada sobre uma eventual prisão.
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Além da acusação de maus-tratos, o Ministério Público solicitou uma indenização de R$ 38.362,02 pelos danos causados à cadela. O pedido prevê que o dinheiro seja encaminhado ao Fundo de Reconstituição de Bens Lesados, destinado ao financiamento de iniciativas de interesse coletivo.
A denúncia ainda estava sob análise da Justiça na tarde desta quarta-feira (19). A identidade da ex-tutora não foi divulgada, e o MPSC não esclareceu se a ingestão ocorreu de maneira acidental ou em outras circunstâncias.
O caso começou quando a filhote foi levada a uma clínica veterinária por uma família, já apresentando sinais de intoxicação. A equipe médica identificou que ela havia ingerido as pedras e acionou a polícia. A partir daí, além da tentativa de salvar a vida do animal, a ocorrência acabou revelando uma investigação envolvendo drogas.







