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Caso Fábio Tomelin: mais de 40 dias após a morte, família volta a cobrar respostas da investigação

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Mais de 40 dias após a morte de Fábio Tomelin, em Indaial, a família voltou a cobrar agilidade na conclusão do inquérito policial. O caso ocorreu no dia 1º de junho.

O empresário e proprietário da Tomelin Esquadrias de PVC, foi atropelado em Indaial. Ele foi encontrado com vida, encaminhado ao hospital para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. Desde então, a Polícia Civil conduz um inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência.

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Durante entrevista ao Misturebas News, a advogada da família, Edileia Buzzi, explicou que a investigação ainda depende da conclusão de diligências, entre elas a análise dos dados extraídos dos telefones celulares e de imagens que integram o inquérito.

Segundo ela, também serão avaliadas as circunstâncias que antecederam a morte de Fábio e a conduta da motorista no momento dos fatos.

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Conforme o relato apresentado pela condutora do veículo à polícia, ela e Fábio estavam em uma caminhonete quando, após uma discussão, ele teria se lançado do veículo antes do atropelamento. Essa versão integra o inquérito e segue sendo analisada pela Polícia Civil juntamente com os demais elementos de prova.

A advogada afirmou que, além das imagens já divulgadas publicamente, existem outros vídeos que fazem parte da investigação e imagens captadas momentos antes da ocorrência. Segundo ela, todo esse material será analisado para auxiliar na interpretação jurídica dos fatos.

De acordo com a representante da família, uma das questões que deverão ser avaliadas é se a condutora, ao realizar determinadas manobras com o veículo, como acelerar, frear e subir na calçada, teria assumido o risco de provocar a queda da vítima e o resultado que levou à sua morte.

Outro ponto citado é a conduta adotada após o atropelamento, incluindo o fato de ela ter passado novamente pelo local onde Fábio estava caído, circunstâncias que, segundo a advogada, também fazem parte da apuração.

A advogada destacou ainda que o prazo inicial para conclusão do inquérito já expirou, mas foi prorrogado em razão das diligências pendentes. Ela afirmou compreender a complexidade da investigação, mas ressaltou que a demora é difícil para os familiares, que aguardam uma resposta sobre o caso.

Questionada sobre a situação da condutora, a advogada informou que ela não realizou teste do bafômetro no momento da ocorrência, embora existam relatos de que teria ingerido bebida alcoólica. Segundo ela, a decisão sobre eventual indiciamento somente será tomada pelo delegado responsável ao término do inquérito.

A representante da família também revelou que novas informações continuam chegando por meio de pessoas que afirmam ter presenciado discussões ou outros fatos relacionados ao caso. Conforme explicou, esses relatos estão sendo encaminhados à Polícia Civil para contribuir com a investigação.

>>>> LEIA TAMBÉM: Empresário morre após discussão com uma mulher em Indaial; Polícia Civil apura circunstâncias

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Créditos: Fábio Ferrari / Misturebas News

Empresa segue funcionando

Ainda em entrevista ao Misturebas News, outra advogada da família, Adriéli Minatti esclareceu que a empresa fundada por Fábio Tomelin permanece em funcionamento.

Segundo ela, apesar da morte do empresário, as atividades continuam normalmente, com atendimento aos clientes, produção, entregas, instalações e visitas técnicas.

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Créditos: Fábio Ferrari / Misturebas News

Ela explicou que Fábio era o único sócio da empresa, mas que o negócio permaneceu sob administração da família. A manifestação foi feita para esclarecer dúvidas de clientes sobre a continuidade dos serviços.

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Créditos: Fábio Ferrari / Misturebas News

O irmão de Fábio, Joel Tomelin, também participou da entrevista e relembrou a trajetória da empresa, iniciada pelo pai da família e posteriormente conduzida por Fábio no segmento de esquadrias de PVC.

Segundo ele, o objetivo é manter o trabalho construído ao longo dos anos e preservar o relacionamento com clientes, fornecedores e colaboradores.

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Créditos: Fábio Ferrari / Misturebas News

Joel também reforçou o pedido por celeridade nas investigações. Segundo ele, além do impacto emocional para a família, a demora na conclusão do caso também gera reflexos na rotina da empresa, motivo pelo qual os familiares esperam que os fatos sejam esclarecidos o mais breve possível

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Créditos: Fábio Ferrari / Misturebas News

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