Chocolate nunca é demais e brasileiros provam isso a cada ano
Produção nacional segue em alta, setor movimenta bilhões de reais e aposta em inovação para ampliar o consumo além da Páscoa.
O chocolate segue cada vez mais presente na rotina dos brasileiros e a expectativa da indústria é de que o consumo continue crescendo nos próximos anos.
Celebrado nesta terça-feira (7), o Dia Mundial do Chocolate reforça a importância do produto para a economia nacional e para os hábitos de consumo da população.
O Brasil é um dos poucos países do mundo que reúne toda a cadeia produtiva do chocolate, desde o cultivo do cacau até a fabricação dos produtos que chegam às prateleiras.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a produção nacional passou de 805 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025, mantendo uma trajetória de crescimento que deve continuar em 2026.
De acordo com o presidente da Abicab, Jaime Recena, a indústria investe constantemente em inovação para atender aos diferentes perfis de consumidores.
“Todo mundo tem o seu chocolate preferido, mas a indústria está sempre lançando novidades para atender às expectativas do mercado”, destacou.
Segundo a agência Brasil, apesar do crescimento, o consumo médio de chocolate no Brasil ainda é considerado baixo em comparação aos principais mercados mundiais.
Atualmente, cada brasileiro consome cerca de 4 quilos por ano, enquanto países da Europa e os Estados Unidos registram uma média entre 9 e 10 quilos por habitante. Para o setor, esse cenário representa um grande potencial de expansão.
Outro fator que fortalece o mercado é a ampla distribuição dos produtos. Mesmo em municípios de pequeno porte, o chocolate pode ser encontrado facilmente, garantindo acesso aos consumidores em todas as regiões do país.
Em 2025, o setor movimentou aproximadamente R$ 42,5 bilhões, impulsionado pelo crescimento dos chocolates finos, pelos lançamentos de novos produtos e pelo aumento do consumo durante todo o ano — e não apenas na Páscoa.
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No comércio exterior, o Brasil exportou 37,8 mil toneladas de chocolate em 2025, gerando US$ 210,2 milhões em negócios com cerca de 168 países.
Argentina, Chile e Paraguai continuam entre os principais compradores, enquanto o mercado europeu e os países árabes aparecem como novas oportunidades de expansão, especialmente após o acordo entre Mercosul e União Europeia.
O setor também tem forte impacto na geração de empregos. As empresas associadas à Abicab são responsáveis por cerca de 450 mil postos de trabalho.
Somente na Páscoa de 2026 foram abertas 14.558 vagas temporárias, número significativamente superior ao registrado no ano anterior.
Além da indústria, os produtores de cacau também acompanham de perto as oscilações do mercado. Segundo representantes da agricultura familiar da Bahia, a expectativa é que a próxima safra, prevista para setembro, possa elevar novamente o preço pago pelo cacau, influenciado pelas condições climáticas e pela demanda internacional.
Os produtores também comemoram a sanção da Lei 15.404/2026, que estabelece regras para os produtos derivados do cacau e determina percentuais mínimos de cacau nos chocolates comercializados no Brasil.
A legislação, que passa a valer em maio de 2027, exigirá maior transparência na rotulagem e deve fortalecer a produção nacional, beneficiando tanto fabricantes quanto consumidores.
Para a Abicab, o chocolate deixou de ser um produto exclusivamente sazonal e passou a fazer parte do dia a dia dos brasileiros, consolidando-se como um alimento presente em diferentes momentos de consumo e também como uma das opções de presente mais populares do país.
Com investimentos em inovação, novos sabores e expansão dos mercados, a expectativa é de que o setor continue registrando crescimento nos próximos anos.







