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Justiça condena dois homens por mortes de quatro jovens intoxicados dentro de BMW em SC

A sentença foi proferida mais de dois anos após o caso.

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A Justiça de Santa Catarina condenou duas pessoas pelas mortes de quatro jovens intoxicados por monóxido de carbono dentro de uma BMW, em Balneário Camboriú. A sentença foi proferida mais de dois anos após o caso e atribui a tragédia a falhas em modificações realizadas no veículo.

Os condenados receberam penas de um ano e quatro meses de prisão, em regime semiaberto, por quatro homicídios culposos. Conforme a decisão, eles poderão recorrer em liberdade.

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O episódio aconteceu na manhã de 1º de janeiro de 2024, quando Gustavo Pereira Silveira Elias, de 24 anos, Karla Aparecida dos Santos, de 19, Tiago de Lima Ribeiro, de 21, e N.K, de 16, foram encontrados desacordados dentro do automóvel estacionado na rodoviária da cidade. Equipes de resgate tentaram reanimar as vítimas, mas os óbitos foram confirmados no local.

Justiça condena dois homens por mortes de quatro jovens intoxicados dentro de BMW em SC
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A investigação concluiu que uma alteração feita no sistema de escapamento permitiu o vazamento de monóxido de carbono para o interior do carro. Perícias apontaram que uma peça adaptada apresentou rompimento, fazendo com que os gases produzidos pelo motor fossem direcionados para a cabine por meio do sistema de ar-condicionado.

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Na avaliação da justiça, a remoção do catalisador, componente que reduz a emissão de gases tóxicos, somada a problemas na fabricação e instalação da peça substituta criou as condições que levaram à intoxicação fatal dos ocupantes.

Os jovens haviam viajado para Balneário Camboriú para celebrar a virada do ano. Depois da queima de fogos, seguiram até a rodoviária para aguardar a chegada da namorada de um dos amigos. Enquanto permaneciam no veículo, começaram a apresentar sintomas como tontura, náusea e mal-estar, inicialmente associados a um lanche consumido horas antes.

O carro permaneceu ligado por várias horas. Em determinado momento, o motorista chegou a entrar em contato com o Corpo de Bombeiros em busca de orientação, mas o atendimento médico recomendado não foi acionado. Somente por volta das 7h, quando a jovem que aguardavam percebeu que os ocupantes não apresentavam sinais vitais, o Samu foi chamado.

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A apuração também revelou que o proprietário da BMW havia contratado modificações para aumentar o desempenho e o barulho do veículo. O serviço, que custou cerca de R$ 25 mil, incluiu a substituição de componentes originais do escapamento por peças adaptadas.

Segundo a denúncia, foi justamente uma falha nessa adaptação que permitiu o acúmulo do gás tóxico responsável pelas quatro mortes.

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