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Caso da falsa adolescente em SC revela esquema repetido em sete estados por 15 anos

Um dos casos mais antigos conhecidos ocorreu em 2010, quando ela procurou atendimento médico alegando ser adolescente.

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O caso da mulher de 37 anos que se passou por uma adolescente e viveu por meses com uma família em Joinville ganhou novos desdobramentos após a investigação apontar que a prática não era inédita. Conforme a Polícia Civil, situações semelhantes teriam sido registradas em diversos estados ao longo dos últimos 15 anos, sempre seguindo um padrão parecido de comportamento.

De acordo com o G1, a suspeita costumava assumir a identidade de uma menor de idade em situação de vulnerabilidade. Com relatos de supostos maus-tratos e histórias de fuga de casa, ela conseguia despertar a confiança de pessoas e instituições responsáveis pelo acolhimento de crianças e adolescentes.

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Os investigadores identificaram registros em estados como Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Ceará, além de um episódio que veio à tona recentemente no Rio Grande do Sul. Em algumas ocasiões, a verdadeira idade da mulher só foi descoberta após exames ou verificações realizadas pelas autoridades.

Ainda segundo o G1, um dos casos mais antigos conhecidos ocorreu em 2010, quando ela procurou atendimento médico alegando ser adolescente. Durante exames, profissionais de saúde encontraram agulhas em seu corpo, o que levou ao acionamento da polícia. A investigação da época concluiu que ela era adulta, contrariando as informações apresentadas inicialmente.

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Mais de uma década depois, a mesma estratégia voltou a aparecer. Em 2021, ela teria conseguido acesso a um abrigo destinado a menores de idade no Rio Grande do Sul ao afirmar que tinha apenas 11 anos. A situação foi desmascarada após a realização de perícias, resultando posteriormente em sua prisão por estelionato.

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Em Joinville, o episódio chamou atenção pelo vínculo criado com uma família que decidiu acolhê-la acreditando estar ajudando uma menina de 12 anos. A convivência se manteve até que inconsistências na história despertaram desconfiança e levaram ao aprofundamento das investigações.

Além do caso no Norte catarinense, a Polícia Civil apura possíveis ocorrências relacionadas à mulher em Florianópolis e Chapecó. A defesa informou que aguarda a realização de uma avaliação psiquiátrica autorizada pela Justiça antes de se pronunciar de forma mais ampla sobre o inquérito.

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