“Vivemos num limbo digital”: psicanalista Arli Zegatte fala sobre comportamento, traumas, e o impacto das redes sociais

O convidado desta semana no podcast Mistukenti foi o advogado, coach, psicanalista, mentor e consultor Arli Zegatte, que compartilhou sua trajetória profissional e trouxe reflexões sobre comportamento humano, desenvolvimento pessoal, saúde emocional e os desafios da vida na era digital.
Natural de Ascurra e radicado em Timbó desde a infância, Arli contou que sua história foi marcada pelas constantes mudanças de cidade acompanhando o trabalho do pai.

Ainda jovem, decidiu investir em formações técnicas e especializações que pudessem abrir portas no mercado de trabalho.
Ao longo dos anos, construiu uma carreira diversificada, passando pela área de Segurança do Trabalho, Direito, Coaching, Psicanálise e Desenvolvimento Humano.
Durante a conversa, ele relembrou também sua forte ligação com o esporte, especialmente com a Sociedade Esportiva Floresta (Germania), onde acompanhou projetos esportivos que chegaram a disputar divisões importantes do futebol catarinense.
Os quatro perfis de comportamento
Um dos temas centrais do bate-papo foi a análise comportamental. Segundo Arli, existem quatro perfis predominantes que influenciam a forma como as pessoas pensam, se comunicam e tomam decisões.
O primeiro é o executor, caracterizado pela objetividade, rapidez e foco em resultados. Em seguida vem o comunicador, perfil mais expansivo, criativo e voltado para relacionamentos.
O terceiro é o planejador, que busca organização, previsibilidade e segurança antes de agir.
Já o quarto perfil é o analista, conhecido pela profundidade, concentração e atenção aos detalhes.
Para ele, compreender essas diferenças ajuda tanto na vida pessoal quanto no ambiente corporativo, permitindo que empresas formem equipes mais equilibradas e produtivas.
Redes sociais e o “limbo digital”
Outro assunto que chamou atenção foi o impacto das redes sociais no comportamento humano.
Arli afirmou que os aplicativos foram criados para estimular constantemente a liberação de dopamina, mantendo as pessoas conectadas por longos períodos.
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Segundo ele, isso faz com que muitos usuários entrem em uma espécie de “limbo digital”, onde deixam de prestar atenção ao que acontece ao redor.
“O cérebro fica condicionado a consumir conteúdos cada vez mais rápidos. Se um vídeo demora muito, a pessoa já procura outro. Isso gera impaciência e dificulta a concentração”, explicou.

Ele também alertou sobre o excesso de informações disponíveis diariamente, destacando como notícias, polêmicas e conteúdos virais podem influenciar emoções, gerar ansiedade e alimentar medos coletivos.
Traumas, sonhos e desenvolvimento pessoal
A conversa ainda abordou temas ligados à psicanálise e à Programação Neurolinguística (PNL). Arli defendeu que muitos comportamentos, bloqueios emocionais e medos têm origem na infância, especialmente entre os primeiros anos de vida.
Segundo ele, compreender esses padrões é um passo importante para quem busca evolução pessoal.
Ao falar sobre sonhos, citou estudos e teorias da psicanálise que relacionam os sonhos a emoções, conflitos e situações que permanecem armazenadas no inconsciente.
Um dos momentos mais marcantes do episódio foi quando Arli falou sobre propósito.
Na visão dele, muitas pessoas deixam de conquistar objetivos porque não possuem clareza sobre o que realmente desejam para a própria vida.
“Primeiro você precisa definir quem quer ser. Depois fazer tudo o que for necessário para se tornar essa pessoa”, afirmou.

Ele explicou que visualizar objetivos, manter o foco e agir diariamente em direção às metas são fatores fundamentais para transformar sonhos em resultados concretos.
Quem é Arli Zegatte?
Além da atuação como advogado, Arli Zegatte também trabalha com mentorias, consultorias, treinamentos e desenvolvimento humano.
Atualmente atua como coach, psicanalista, mentor, consultor empresarial, conselheiro de administração e presidente de empresa, desenvolvendo projetos voltados à liderança, comportamento humano, inteligência emocional e crescimento pessoal.

Durante o podcast, ele reforçou a importância do autoconhecimento como ferramenta para melhorar relacionamentos, carreira e qualidade de vida.










