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EUA lança ataque na Venezuela e Trump afirma que Maduro foi capturado

Os ataques teriam atingido alvos considerados estratégicos.

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Uma ação militar conduzida pelos Estados Unidos na madrugada deste sábado (3) teria resultado na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A informação foi divulgada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que declarou que ambos foram levados para fora do país após a ofensiva. Segundo ele, o governo norte-americano pretende divulgar mais detalhes do episódio em um pronunciamento oficial ainda hoje, na Flórida.

O anúncio veio após horas de instabilidade em diferentes regiões da Venezuela. Moradores relataram explosões em Caracas e também em estados próximos, como Miranda, Aragua e La Guaira. Os ataques teriam atingido alvos considerados estratégicos, incluindo instalações militares e uma base aérea na capital.

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Antes da declaração de Trump, o governo venezuelano havia reagido classificando os bombardeios como uma agressão militar sem precedentes e decretando estado de emergência, mas não confirmou se Maduro foi detido.

A ofensiva marca um novo capítulo no confronto entre Washington e Caracas, que se intensificou ao longo dos últimos meses. Os Estados Unidos vinham ampliando sanções, reforçando presença militar no Caribe e pressionando economicamente a Venezuela, país que depende fortemente da exportação de petróleo.

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Trump já havia declarado publicamente que a permanência de Maduro no poder não seria sustentável e que uma renúncia evitaria consequências mais graves.

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O momento do anúncio chama atenção por ocorrer poucos dias depois de Maduro tentar retomar o diálogo com os norte-americanos, oferecendo colaboração em temas como combate ao tráfico de drogas e controle da migração ilegal. Apesar disso, os Estados Unidos seguem sem reconhecer a legitimidade da reeleição do presidente venezuelano em 2024, posição compartilhada por diversos países europeus.

Nos últimos meses, Washington aumentou significativamente sua atuação militar na região, com o envio de navios de guerra, aeronaves e um porta-aviões ao Caribe. Além disso, petroleiros foram interceptados em alto-mar e operações aéreas atingiram embarcações acusadas de envolvimento com o narcotráfico.

Nesta semana, Trump já havia confirmado um ataque contra uma estrutura usada como ponto de apoio para essas atividades, sinalizando que a escalada militar havia entrado em uma nova fase.

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