“Foi um choque”: influencer catarinense relata drama após filho ser diagnosticado com doença rara no crânio

A rotina da influenciadora digital Isadora Battirola Rigon Vettorello mudou completamente após o filho, Romeu Rigon Vettorello, ser diagnosticado com trigonocefalia, uma condição rara que provoca o fechamento precoce dos ossos do crânio. Moradora de Lages, Isadora revelou o impacto emocional vivido pela família após descobrir que o bebê precisaria passar por uma cirurgia delicada ainda nos primeiros meses de vida.
Segundo ela, o filho aparentava ter um desenvolvimento completamente normal, sem sintomas graves ou atrasos aparentes, o que tornou o diagnóstico ainda mais inesperado.
“Ele era um bebê completamente normal. Não tinha atraso, não tinha nenhum sintoma grave. Então foi um choque muito grande ouvir que ele precisaria operar a cabeça tão pequeno. Quase achei que estava entrando em depressão depois que tudo passou”, desabafou.
A trigonocefalia é um tipo de cranioestenose caracterizada pelo fechamento antecipado da sutura metópica, localizada na região frontal do crânio. A condição altera o formato da testa, deixando-a triangular, e pode comprometer o desenvolvimento neurológico, cognitivo e visual da criança caso não seja tratada precocemente.
No caso de Romeu, os sinais iniciais acabaram sendo confundidos pela própria família com uma característica genética. Isso porque um tio do bebê possui o formato da cabeça mais pontudo, levando os pais a acreditarem que aquela aparência pudesse ser hereditária.
“Como ele nasceu de parto natural, pensamos que o formato da cabeça fosse consequência do parto. Depois, comparamos muito com meu irmão, que também tem a cabeça mais pontuda. Nunca imaginamos que pudesse ser algo tão sério”, contou Isadora.
As suspeitas começaram quando os pais perceberam alterações na região dos olhos do bebê. Inicialmente, a influenciadora acreditava que o filho pudesse apresentar estrabismo. Durante consultas de rotina, profissionais de saúde questionaram se Romeu já havia passado por avaliação neurológica. Aos quatro meses, a pediatra solicitou uma tomografia, que confirmou o diagnóstico.

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A descoberta aconteceu no fim de setembro do ano passado, justamente durante o mês de conscientização da cranioestenose. A partir daquele momento, a família iniciou uma busca por especialistas até encontrar o neurocirurgião pediátrico Alexandre Casagrande Canheu, conhecido pelas redes sociais.
Influenciadora nas áreas de maternidade, moda, beleza e lifestyle, Isadora afirma que conheceu o profissional pelo Instagram.
“Eu gosto muito de acompanhar profissionais pelas redes e me encantei pela forma como ele abordava o assunto”, relatou.
A cirurgia foi realizada no dia 17 de outubro, em São Paulo. Segundo os médicos, a rapidez entre o diagnóstico e o procedimento foi essencial para evitar futuras complicações.
“A trigonocefalia é uma condição que pode impactar o desenvolvimento neurológico e visual da criança quando não identificada precocemente. No caso do Romeu, o diagnóstico levou quatro meses, o que é considerado demorado. Muitas vezes, médicos não identificam no nascimento, o que pode gerar complicações. Mas, ao obter o diagnóstico, a família nos procurou e viabilizamos rapidamente a cirurgia ainda nos primeiros meses de vida, o que vai evitar sequelas futuras”, explicou o especialista.
Hoje, a família utiliza as redes sociais para compartilhar informações sobre a doença e conscientizar outros pais sobre a importância do diagnóstico precoce da cranioestenose.










