Condutora envolvida em colisão que matou empresária em BC é solta após pagar R$ 30,3 mil de fiança
Além da fiança, a Justiça impôs uma série de medidas restritivas.
A condutora do Porsche Macan envolvido no acidente que matou a empresária Aline Cristina Dalmolin, em Balneário Camboriú, deixou a prisão após decisão judicial tomada em audiência de custódia nesta segunda-feira (15).
Segundo divulgado pelo Jornal Razão, a Vara Regional de Garantias autorizou que a condutora, de 57 anos, responda ao processo em liberdade mediante o pagamento de fiança fixada em R$ 30.360, valor correspondente a 20 salários mínimos.
Além da fiança, a Justiça impôs uma série de medidas restritivas. Entre elas estão a retirada temporária do direito de dirigir, a obrigação de manter dados de contato atualizados, a limitação de deslocamento para fora da comarca por período superior a sete dias sem autorização judicial e a proibição de frequentar bares ou locais semelhantes, exceto por motivo profissional.
Ainda segundo o jornal citado, a investigada também deverá permanecer em casa durante a noite, no intervalo entre 22h e 6h, e está impedida de cometer novas infrações enquanto o inquérito estiver em andamento.
A colisão aconteceu na madrugada de segunda-feira, na Avenida Normando Tedesco, na região da Barra Sul. O veículo de luxo saiu da via e atingiu um poste de energia elétrica com grande impacto, provocando falta de energia na área. A passageira, Aline Cristina Dalmolin, ficou presa às ferragens e sofreu ferimentos extremamente graves.
Ela teve um dos braços arrancado no impacto, além de traumatismo craniano e múltiplas lesões. Apesar de ter sido socorrida, não resistiu e morreu após dar entrada no Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.
Segundo a Polícia Militar, após a batida, a motorista abandonou o local e tentou se esconder nas proximidades do Rio Camboriú. Ela foi localizada pouco tempo depois em uma área de mangue, apresentando sinais claros de ingestão de álcool, como dificuldade para se manter em pé, confusão mental e fala alterada. Ainda conforme o registro policial, a condutora não conseguiu informar corretamente seus dados pessoais.
>> LEIA TAMBÉM: Condutora perde direção e carro capota no Cedrinho, em Timbó
De acordo com o Jornal Razão, o teste do etilômetro indicou concentração de 0,97 miligrama de álcool por litro de ar expelido, índice muito acima do patamar que caracteriza crime de trânsito. Também foi elaborado um laudo constatando a alteração da capacidade psicomotora da motorista.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso e definir as responsabilidades criminais. A morte da empresária causou forte repercussão na cidade, e a empresa CELD Esportes, da qual Aline fazia parte, anunciou a suspensão das atividades por três dias em sinal de luto.







