Seis anos após crime, homem que atirou no rosto da ex e a deixou cega é condenado em SC
O fato aconteceu após a vítima se negar a entrar no veículo do homem.
Seis anos após o crime, a Justiça de Curitibanos deu uma resposta à vítima que foi brutalmente atacada em julho de 2019. O ex-companheiro dela foi condenado pelo Tribunal do Júri a dez anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado pelo feminicídio. O homem, que já está recolhido no presídio, não terá direito de recorrer em liberdade.
O julgamento ocorreu na última quarta-feira (17), na Câmara de Vereadores, e contou com a participação da comunidade. A acusação foi conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina, representado pela promotora de Justiça Rayane Santana Freitas, que apresentou as provas aos jurados.
O processo detalhou que, na madrugada do crime, o agressor se aproximou da vítima próximo a uma universidade, a insultou e foi embora. Minutos depois retornou armado, tentou forçá-la a entrar em seu carro e, diante da recusa, derrubou a mulher no chão.
O primeiro disparo falhou, mas, em seguida, ele atingiu o rosto e o braço da vítima, causando cegueira permanente no olho esquerdo e comprometendo a visão do direito.
O caso aconteceu logo após a vítima retirar uma medida protetiva contra o réu, fato destacado pela promotora como reflexo da escalada de violência doméstica. Segundo ela, situações como essa reforçam a importância da atuação preventiva do Ministério Público para evitar que episódios de agressão evoluam para mortes.
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A sentença também ressaltou que o crime teve motivação baseada no machismo estrutural e ocorreu em via pública, aumentando o sofrimento da vítima e o impacto social do ato.
O episódio foi julgado de acordo com a legislação vigente à época, que tratava o feminicídio como qualificadora do homicídio. Isso porque a nova lei, sancionada em outubro de 2024, transformou o feminicídio em crime autônomo e estabeleceu penas ainda mais rígidas para agressores em contexto de violência doméstica.







