Segunda semana de soltura dos ‘Wolbitos’ marca avanço no combate à dengue em Blumenau
Blumenau aposta em mosquitos com Wolbachia para reduzir casos de dengue.

Blumenau deu início a uma estratégia inovadora de combate às arboviroses: o Método Wolbachia.
Desde 27 de agosto, data da primeira soltura dos chamados Wolbitos – mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia – já foram percorridas 17 rotas e concluídos cinco ciclos, com 4.415 pontos de soltura.
No total, já foram liberados 3.205 potes, cada um contendo cerca de 150 mosquitos.
A ação segue um cronograma de 24 semanas, com solturas semanais.
Às terças-feiras, os Wolbitos são liberados nos bairros Água Verde, Velha Central, Velha e Itoupavazinha. Às quartas, em outra área da Velha, além de Vila Nova, Itoupava Seca, Itoupava Norte e Fortaleza.
Já às quintas-feiras, a liberação acontece em Fortaleza, Tribess, Itoupavazinha, Garcia e Progresso.
Segundo Eleandra Casani, coordenadora do Programa de Combate e Prevenção à Dengue, a estratégia representa um avanço importante:
“Os ciclos de soltura dos Wolbitos são momentos importantes para a nossa cidade. Iniciamos em agosto e seguiremos por 11 bairros nas próximas semanas. Essa iniciativa é crucial para combater a dengue em Blumenau e proteger a nossa população”, destacou.
A medida é uma parceria entre a Prefeitura de Blumenau, a Wolbito do Brasil e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Como funciona o método
A técnica consiste em liberar mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, inofensiva para humanos e animais.
Quando esses mosquitos se reproduzem, transmitem a bactéria para as próximas gerações, impedindo que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro deles.
Assim, a transmissão das doenças é bloqueada.
Recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a estratégia já apresentou resultados expressivos em outros países, como a Austrália, onde os casos de dengue praticamente zeraram após a adoção da técnica.
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O secretário de Promoção da Saúde, Douglas Rafael, reforça que o método é complementar:
“A expectativa é que, em breve, os mosquitos com Wolbachia se tornem predominantes. Vale lembrar que a estratégia não substitui as ações já realizadas, como eliminação de água parada, uso de fumacê e larvicidas.”
A população deve seguir colaborando com o combate ao mosquito, eliminando criadouros em casa e denunciando possíveis focos pelos telefones 156 (opção 4) ou (47) 3381-7770.









