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STF inicia julgamento de Bolsonaro e aliados por trama golpista

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (2), o julgamento que pode levar à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete aliados acusados de articular uma trama golpista para tentar reverter o resultado das eleições de 2022.

O caso é considerado um dos mais emblemáticos da história recente do país e terá oito sessões marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

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Nesta primeira sessão, o ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, abriu os trabalhos e passou a palavra ao relator Alexandre de Moraes, responsável por apresentar o relatório com o resumo do processo.

Segundo informações divulgadas pela Agência brasil, em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, iniciou a acusação, com prazo de até duas horas para sua sustentação. Depois, os advogados de defesa dos réus terão espaço de até uma hora cada para se manifestar.

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Quem está no banco dos réus

Além de Bolsonaro, respondem ao STF:

  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Abin e atual deputado federal;

  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;

  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;

  • Augusto Heleno – ex-ministro do GSI;

  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;

  • Walter Braga Netto – ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e ex-candidato a vice na chapa de 2022;

  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens da Presidência.

Os réus respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. No caso de Ramagem, parte das acusações foi suspensa devido à imunidade parlamentar.

Acusações centrais

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo teria participado da elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa medidas extremas como o sequestro ou homicídio do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

>>LEIA TAMBÉM: Discussão acalorada na Câmara de BC: filho de Bolsonaro desabafa e ouve comparação com Tiririca

Também está em análise a chamada “minuta do golpe”, documento que, segundo a denúncia, foi de conhecimento de Bolsonaro e previa decretos de estado de defesa e de sítio para impedir a posse de Lula em janeiro de 2023.

Os acusados ainda são apontados como incentivadores dos atos golpistas de 8 de janeiro.

Julgamento e votos

Depois das sustentações iniciais, os votos devem começar nas próximas sessões. O relator Alexandre de Moraes será o primeiro a se manifestar, seguido por Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin.

A condenação ou absolvição será definida pela maioria simples: três votos entre os cinco ministros.

As penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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