Pela primeira vez desde que nasceu, menina de 7 anos com condição rara deixa hospital
A condição exigiu diversas intervenções cirúrgicas.
Depois de passar toda a infância dentro de um hospital, a pequena Maria Clara iniciou um novo capítulo de sua história. Aos sete anos, ela recebeu alta do Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de São José do Rio Preto e, pela primeira vez, poderá viver a rotina de uma criança em casa, ao lado da família.
Desde o nascimento, Maria Clara permaneceu internada devido a uma grave malformação intestinal que comprometeu o funcionamento do sistema digestivo. A condição exigiu diversas intervenções cirúrgicas ainda nos primeiros dias de vida e um acompanhamento contínuo de uma equipe multiprofissional.
Durante anos, a menina dependeu de alimentação administrada diretamente na corrente sanguínea para garantir seu crescimento e desenvolvimento.
A trajetória foi marcada por desafios e incertezas para a família. A mãe, Angélica Priscila de Oliveira, relembra que, durante muito tempo, ouviu que a filha poderia permanecer no hospital por toda a vida. Mesmo diante das dificuldades, manteve a esperança de que um dia a menina pudesse deixar a unidade de saúde.
Agora, ao ver a filha sem a necessidade de dispositivos venosos e pronta para retornar para casa, ela celebra a conquista com gratidão à equipe médica e à fé que a acompanhou durante toda a jornada.
A adaptação fora do ambiente hospitalar será gradual. Como passou anos sem uma alimentação convencional, Maria Clara ainda enfrenta dificuldades com alguns alimentos e utiliza uma fórmula especial para suprir suas necessidades nutricionais.
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A expectativa dos profissionais é que o convívio diário com a família, especialmente com as irmãs, contribua para que ela desenvolva hábitos alimentares mais naturais e participe das refeições normalmente ao longo do tempo.
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A despedida também foi emocionante para os profissionais que acompanharam o caso desde os primeiros anos de vida. Entre a saudade e a felicidade, a equipe comemora o resultado de um tratamento que permitiu ao organismo da menina alcançar a autonomia necessária para seguir longe dos corredores hospitalares.
Agora, Maria Clara poderá viver experiências simples, mas até então inéditas: frequentar a escola, brincar com as irmãs e desfrutar da rotina que por tantos anos parecia distante.
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