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Cirurgiões de SC integram missão em Angola e atendem pacientes que esperavam há anos por cirurgia

A região enfrenta uma realidade marcada por limitações no acesso à saúde.

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Entre os dias 30 de maio e 10 de junho, uma equipe de cirurgiões brasileiros esteve em Malanje, no interior de Angola, em uma missão humanitária voltada ao atendimento de pacientes que, em muitos casos, esperavam há anos por uma cirurgia ou nunca haviam tido acesso a um especialista.

Segundo divulgado pela ND+, a região enfrenta uma realidade marcada por limitações no acesso à saúde, onde deformidades faciais, fissuras labiopalatinas e sequelas de infecções afetam diretamente funções básicas do cotidiano, como alimentação e fala. Foi nesse contexto que profissionais de Santa Catarina e do Rio de Janeiro se uniram para realizar procedimentos reconstrutivos.

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O grupo contou com os catarinenses Raulino Brasil, Peter Pereira e o cirurgião Genoir Maldaner, natural de Iporã do Oeste e com atuação também em Chapecó, no Oeste catarinense.

Durante a missão, os médicos realizaram cirurgias de alta complexidade em pacientes com diferentes tipos de alterações faciais, incluindo casos associados ao noma, doença agressiva que ainda atinge algumas regiões do continente africano.

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Ainda de acordo com o ND+, a vivência no local, segundo relato de Genoir Maldaner, foi marcada por forte impacto emocional logo nos primeiros contatos com os pacientes e suas histórias. Ele destacou que, apesar de já conhecerem previamente parte das dificuldades da região, a dimensão dos casos encontrados superou as expectativas da equipe, especialmente pela gravidade de algumas deformidades.

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Segundo divulgado pelo ND+, além do aspecto técnico, a missão também foi descrita como uma experiência humana intensa. Após os procedimentos, familiares e pacientes reagiram com emoção e demonstrações de gratidão, em muitos casos vendo pela primeira vez a possibilidade de uma vida com mais autonomia e inclusão social.

De volta ao Brasil, o cirurgião afirmou que a experiência deixou reflexos permanentes na forma como enxerga a própria profissão, reforçando a ideia de que a cirurgia reconstrutiva não se limita à aparência, mas pode representar a retomada de funções essenciais e da dignidade de quem é atendido.

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