Bolsonaro é indiciado por compartilhar mais de 300 vídeos no WhatsApp mesmo proibido
Entre os conteúdos, havia orientações sobre manifestações em seu apoio.
A Polícia Federal identificou que o ex-presidente Jair Bolsonaro enviou centenas de vídeos pelo WhatsApp em um período em que estava impedido de usar redes sociais, incluindo contas de terceiros.
Entre os conteúdos, havia orientações sobre manifestações em seu apoio e informações sobre sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos a autoridades brasileiras. Durante a apuração, agentes apreenderam o celular de Bolsonaro para análise detalhada das mensagens.
Segundo o relatório, no dia 3 de agosto, quando atos favoráveis a Bolsonaro ocorreram em várias cidades, ele distribuiu vídeos para apoiadores, mesmo estando impedido por decisão judicial.
A PF observou que a forma como os conteúdos foram disseminados lembra a atuação de grupos digitais organizados, com mensagens compartilhadas repetidamente. O estudo concluiu que o ex-presidente ignorou a determinação do Supremo Tribunal Federal, que já havia estabelecido restrições de uso de redes sociais.
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Desde o dia seguinte, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, por descumprir as medidas impostas. A defesa informou ter sido surpreendida pelo indiciamento e garantiu que apresentará os esclarecimentos solicitados pelo ministro Alexandre de Moraes.







