CPI do Esgoto em Blumenau: tentativa de suspensão não impede depoimento de diretor do SAMAE
Na manhã desta terça-feira (12), a reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Esgoto da Câmara de Blumenau foi marcada por uma tentativa de suspensão dos trabalhos.
O líder do governo na Casa, vereador Flávio Linhares – Flavinho (PL), apresentou um requerimento solicitando a paralisação da CPI, sob o argumento de “perda do objeto”.
O objetivo seria impedir a oitiva do diretor-presidente do SAMAE, Alexandre de Vargas, prevista para a pauta do dia.
O presidente da CPI, vereador Diego Nasato (NOVO), rejeitou a justificativa e encaminhou o documento para análise da Procuradoria da Câmara.
“Não vamos permitir que manobras políticas interrompam esse processo. A população de Blumenau merece conhecer a verdade sobre o contrato do esgoto e todos os aditivos assinados. Seguiremos até o fim”, afirmou Nasato.
Com o pedido indeferido naquele momento, a oitiva ocorreu normalmente. Vargas apresentou informações e justificativas sobre os motivos que levaram a atual administração a assinar o 5º aditivo ao contrato de concessão do esgoto.
>>> LEIA TAMBÉM: Presidente do Samae depõe à CPI do Esgoto após revogação de aditivo com a BRK Ambiental
Os vereadores questionaram prazos, custos e obrigações previstas no documento, buscando entender o impacto para os serviços de coleta e tratamento no município.
Diferença entre CPI e Comissão Permanente
Durante a reunião, Nasato explicou que a CPI possui instrumentos mais amplos que uma comissão permanente.
“Com a CPI, podemos exercer poder de polícia, determinar condução coercitiva e solicitar quebras de sigilo bancário ou telefônico, por exemplo. Essas são ferramentas que não existem em uma comissão permanente e que garantem uma investigação completa e efetiva”, destacou.
Ele reforçou ainda que a finalidade é dar transparência e respostas à comunidade.
“Essa CPI foi criada para investigar, apurar responsabilidades e apresentar um relatório que represente os interesses da nossa cidade. Cada depoimento é fundamental para esclarecer os fatos e construir um diagnóstico real da situação”, completou.
A CPI do Esgoto seguirá com oitivas e análise de documentos nas próximas semanas. O relatório final deve ser apresentado dentro do prazo regimental de 120 dias.







