Santa Catarina economiza e capacita presos em reformas de hospitais
A seleção dos internos é rigorosa, considerando regime penal, comportamento e avaliação de uma comissão que analisa perfil e qualificação.

O Governo de Santa Catarina vem apostando em iniciativas que aliam economia, eficiência e inclusão social. Uma delas é o aproveitamento de mão de obra prisional para serviços de manutenção e reforma em hospitais e maternidades de várias regiões do estado.
Atualmente, 47 vagas estão disponíveis para pessoas privadas de liberdade, sendo que 26 já estão preenchidas. A Penitenciária Industrial de Joinville lidera com oito participantes, enquanto na capital nove reeducandos atuam em unidades de saúde, com espaço para ampliar o quadro.
O programa contempla hospitais de Joinville, Lages, Florianópolis e São Pedro de Alcântara. Entre as atividades executadas estão pintura, manutenção predial, limpeza de aparelhos de ar-condicionado, apoio em almoxarifados, jardinagem, roçada e pavimentação interna.
A seleção dos internos é rigorosa, considerando regime penal, comportamento e avaliação de uma comissão que analisa perfil e qualificação.
Além do trabalho, os participantes recebem treinamento técnico, o que aumenta as chances de inserção no mercado após o cumprimento da pena.
O projeto é fruto de uma parceria formal entre unidades hospitalares, a Central de Execuções de Sentenças e a Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social, dentro do Programa Trabalho pela Liberdade.
A iniciativa já apresenta resultados concretos: melhorias na infraestrutura hospitalar, aumento da disciplina dentro das unidades prisionais e perspectivas reais de reintegração para os detentos.
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A remuneração é equivalente a um salário mínimo, com parte destinada ao Fundo Rotativo e o restante entregue ao trabalhador, além da remição de pena proporcional.
Segundo a Secretaria de Justiça e Reintegração Social, a ação gera ganhos para todos os envolvidos: os hospitais recebem serviços qualificados e os internos conquistam dignidade e novas oportunidades.
Com previsão de expansão para outras cidades, o modelo também reforça a segurança, já que o transporte, a alimentação e os equipamentos de proteção são fornecidos pelas próprias unidades de saúde, mantendo a integridade de profissionais e detentos. O saldo é positivo: ambientes hospitalares renovados e vidas que começam a ser reconstruídas.










