Chuva de meteoros ilumina céu de SC com cerca de 800 registros em uma só noite
O fenômeno é monitorado com atenção por instituições científicas.
Monte Castelo, no Norte de Santa Catarina, foi palco de um verdadeiro espetáculo astronômico entre a noite de terça-feira (29) e a madrugada de quarta (30), quando cerca de 800 meteoros foram registrados cruzando o céu.
A atividade intensa foi provocada principalmente pela chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, cujo pico de visibilidade ocorre nesta época do ano.
A Alpha Capricornídeas, que também está ativa neste período, contribuiu para o volume de ocorrências registradas. As capturas foram feitas por cinco câmeras instaladas em estações astronômicas da cidade.
Segundo divulgado pela CNN, os responsáveis pelo projeto Meteoros Monte Castelo, que monitora e divulga fenômenos celestes na região, relatou que a maioria dos meteoros observados pertence à Delta Aquáridas do Sul, considerada uma das chuvas mais visíveis no Brasil. O fenômeno é monitorado com atenção por instituições científicas.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por exemplo, emitiu um alerta na segunda-feira (28), reforçando a importância do monitoramento tanto para a ciência quanto para a segurança de equipamentos em órbita, como satélites.
Os especialistas recomendam que a observação seja feita em locais afastados da iluminação urbana, onde o céu esteja mais escuro. Embora os meteoros possam ser vistos em diferentes direções, olhar para as constelações de Aquário e Capricórnio pode aumentar as chances de avistar os rastros luminosos. A Delta Aquáridas continua ativa até 23 de agosto, com uma média de até 25 meteoros por hora durante o pico.
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Além do espetáculo visual, esses eventos possuem grande relevância científica. O estudo das chuvas de meteoros permite mapear a quantidade e o tipo de partículas que a Terra encontra ao longo de sua órbita. Essas informações ajudam no desenvolvimento de estratégias para proteger satélites e sondas espaciais.
Os dados também ampliam o conhecimento sobre a origem do Sistema Solar, ao analisar a composição dos fragmentos que, muitas vezes, têm origem em cometas ou até mesmo em corpos celestes como a Lua ou Marte.
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