“Mercado Oculto”: rede empresarial é investigada por possível sonegação e lavagem de dinheiro em SC e PR
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (2), a Operação Mercado Oculto, que investiga uma possível estrutura empresarial criada para ocultar vínculos entre empresas e reduzir o pagamento de tributos.
A ação ocorre em apoio à 6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó e cumpre 31 mandados de busca e apreensão em municípios de Santa Catarina e do Paraná.
Empresários, empresas ligadas à rede investigada e o contador do grupo estão entre os alvos das medidas.
De acordo com a investigação, estabelecimentos que apareciam oficialmente como negócios independentes podem, em tese, fazer parte de uma mesma estrutura empresarial e familiar.
A suspeita é de que a divisão entre diferentes empresas e responsáveis tenha sido utilizada para dificultar a identificação do grupo econômico e permitir a redução ou o não recolhimento de tributos.
As ordens judiciais são cumpridas em 23 municípios catarinenses: Abelardo Luz, Caçador, Caibi, Campo Erê, Capinzal, Catanduvas, Chapecó, Cunha Porã, Faxinal dos Guedes, Ipumirim, Irani, Joaçaba, Maravilha, Mondaí, Palmitos, Pinhalzinho, Ponte Serrada, São Carlos, São Domingos, Saudades, Seara, Xanxerê e Xaxim. além de Dois Vizinhos e Palmas, no Paraná.
Durante as buscas, as equipes procuram documentos, computadores, celulares e registros relacionados às movimentações contábeis, fiscais e financeiras das empresas.
O material poderá ajudar os investigadores a reconstruir a estrutura do grupo e identificar possíveis responsáveis e beneficiários.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens móveis, imóveis e recursos financeiros dos investigados, com limite de R$ 8,9 milhões.
O valor corresponde à estimativa do prejuízo causado aos cofres públicos pelos supostos crimes tributários.
A investigação também busca esclarecer possíveis movimentações patrimoniais utilizadas para esconder bens e valores.
>>>leia também: PGR contesta investigação sobre mensagens entre Moraes e Vorcaro e pede anulação ao STF
Para isso, foram solicitadas informações a imobiliárias, construtoras e empresas do setor automotivo sobre negociações realizadas por pessoas relacionadas ao caso.
Os materiais apreendidos que tiverem relevância para a investigação serão submetidos a exames pela Polícia Científica. Os laudos produzidos a partir das análises deverão auxiliar o GAECO na continuidade das apurações.
O processo tramita sob sigilo e, por isso, ainda não foram divulgados detalhes sobre os nomes dos investigados ou das empresas envolvidas.
O nome da operação faz referência justamente à suspeita de que uma estrutura econômica maior teria sido fragmentada entre diferentes pessoas e empresas para permanecer oculta.
Ver essa foto no Instagram







