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CPI do esgoto em Blumenau expõe irregularidades em aditivo contratual: OAB aponta 7 pontos críticos

Parecer jurídico da OAB pede suspensão imediata do 5º aditivo do contrato de saneamento

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Em mais uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara de Vereadores de Blumenau para investigar o contrato de concessão do serviço de esgotamento sanitário, a manhã desta terça-feira (22) foi marcada por revelações técnicas e críticas contundentes ao 5º termo aditivo.

A sessão teve a participação de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Raul Ribas e Odacira Nunes, que integram uma comissão especial criada pela entidade para avaliar juridicamente os impactos do aditivo.

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A OAB enviou um parecer técnico à Prefeitura solicitando a suspensão do aditivo, após apontar sete pontos considerados críticos.

Entre eles, está a drástica mudança no objeto do contrato original — que previa 90% de cobertura por rede de esgoto — para apenas 60%, substituindo os 40% restantes por soluções individuais (limpa fossa), sem respaldo legal ou participação da população no processo.

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Segundo o advogado Raul Ribas, “o trabalho foi técnico, estritamente jurídico, sem viés político”.

A comissão apontou ainda a ausência de estudo de impacto ambiental, falta de comparativo de custos ao consumidor e cláusulas consideradas abusivas que beneficiam a concessionária.

CPI do esgoto em Blumenau expõe irregularidades em aditivo contratual: OAB aponta 7 pontos críticos
Créditos: Rogério Pires | Imprensa CMB

Além das alterações substanciais sem debate público e da falta de regulamentação legal via decreto municipal, a OAB destacou que a mudança transfere ao consumidor os custos da ineficiência do Poder Público.

Um exemplo disso é o não cumprimento da meta inicial de 23% de rede entregue no início do contrato — ficando em apenas 4%. A adoção do sistema de fossa sem certificação técnica e a ausência de estudo tarifário também foram severamente criticadas.

“Se o sistema é mais barato que a rede, por que a tarifa não caiu?”, questionou a entidade.

A OAB defende a suspensão do aditivo e a necessidade de uma atualização do plano municipal de saneamento, com aprovação na Câmara e ampla participação da comunidade. Para os advogados, o tema é urgente e precisa ser debatido com mais transparência, responsabilidade técnica e controle social.

>> LEIA TAMBÉM: CPI do Esgoto em Blumenau se reúne novamente; OAB participa com análise jurídica

A próxima reunião da CPI do Esgoto já está marcada: será no dia 29 de julho, excepcionalmente às 8h, com a presença do ex-diretor do Samae, André Espezim, que será intimado a prestar esclarecimentos. A expectativa é que novos desdobramentos venham à tona nas próximas sessões.

A investigação segue com forte repercussão e atenção da população, que cobra mais transparência e soluções eficazes para o saneamento da cidade.

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