Com 73 mil vagas criadas, SC está entre os estados que mais geram empregos em 2025
Setor de Serviços lidera crescimento; São José tem melhor desempenho entre os municípios

Santa Catarina criou 73.769 novos postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e maio de 2025, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta última segunda-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O desempenho coloca o estado entre os principais contribuintes para a geração de empregos no país, que já ultrapassou a marca de um milhão de novas vagas formais no período.
Somente no mês de maio, o saldo em Santa Catarina foi positivo em 366 vagas, resultado de 141.290 admissões contra 140.924 desligamentos. Três dos cinco principais setores econômicos do estado apresentaram desempenho positivo: Serviços (+1.344), Indústria (+239) e Construção (+11). Já Comércio (-248) e Agropecuária (-980) fecharam o mês com perdas no número de vagas.
O setor de Serviços foi o principal motor da geração de empregos no estado, seguindo a tendência nacional. No acumulado de 2025, o grupo etário de 18 a 24 anos foi o mais beneficiado, com saldo de 2.650 postos formais.
Pessoas com ensino médio completo lideraram entre os níveis de escolaridade, enquanto mulheres ocuparam a maioria das novas vagas no mês, com cerca de 1,1 mil postos.
Entre os municípios catarinenses, São José se destacou com a maior criação líquida de empregos em maio, somando 845 vagas. Na sequência aparecem Chapecó (341), Palhoça (298), Concórdia (291) e Blumenau (262). São José possui hoje um estoque de 139,6 mil vínculos formais de trabalho.

No cenário nacional, o Brasil fechou os cinco primeiros meses do ano com saldo positivo de 1.051.244 vagas, com desempenho favorável nos cinco setores da economia: Serviços (562.984), Indústria (209.685), Construção (149.233), Agropecuária (72.650) e Comércio (56.708). O estoque de empregos com carteira assinada no país superou os 48,2 milhões — o maior da série histórica.
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Em maio, o saldo nacional de vagas foi de 148.992. O destaque continuou com o setor de Serviços, que gerou 70.139 postos (+0,30%), seguido do Comércio (23.258), Indústria (21.569), Agropecuária (17.348) e Construção (16.678). Entre os estados, São Paulo liderou com 33.313 novos postos, seguido por Minas Gerais (20.287) e Rio de Janeiro (13.642). Apenas o Rio Grande do Sul apresentou saldo negativo, com fechamento de 115 vagas.
A geração de empregos também foi mais expressiva entre mulheres (78.025) e jovens de 18 a 24 anos (98.003). Pessoas com nível médio de escolaridade representaram a maioria dos novos contratados (113.213), e o grupo de pessoas pardas teve saldo positivo de 116.476 vagas. O grupo de Pessoas com Deficiência (PCD) também registrou crescimento, com 902 novos postos ocupados.










