Três cidades de Santa Catarina figuram entre os municípios com as maiores taxas de estupro, segundo dados do Anuário de Segurança Pública de 2023.
Chapecó, com 82,8 ocorrências a cada 100 mil habitantes, lidera a lista no estado, seguida por Camboriú, com 78,6, e Itajaí, com 70,1.
O levantamento considerou as 50 cidades com as maiores taxas de estupro entre os municípios com mais de 100 mil habitantes.
Nacionalmente, Chapecó ocupa a 12ª posição, Camboriú a 19ª, e Itajaí está em 30º lugar. Em 2023, o Brasil registrou em média um estupro a cada seis minutos.
Em 2022, Santa Catarina contabilizou 4.701 casos de estupro, número que subiu para 4.779 em 2023, representando um aumento de 1,65%. Além disso, houve 663 tentativas de estupro e 2.916 casos de assédio e importunação sexual no ano passado.
No Sul do Brasil, o Paraná possui o maior número de cidades no ranking das maiores taxas de estupro, com nove municípios listados: Almirante Tamandaré, Araucária, Cascavel, Colombo, Fazenda Rio Grande, Guarapuava, Paranaguá, Piraquara e Ponta Grossa.
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Predominância de estupro de vulnerável
A maior parte dos registros em Santa Catarina é de estupro de vulnerável, que envolve vítimas incapazes de se defender, como crianças e adolescentes.
Em 2022, dos 4.701 casos registrados, 3.165 foram classificados como estupro de vulnerável, equivalente a 67% dos registros. Em 2023, esse número aumentou para 3.310 dos 4.779 casos, representando 69%.
O Anuário de Segurança Pública também destaca que a maioria das vítimas são mulheres. Em 2022, foram registrados 1.400 casos de estupro e 2.737 de estupro de vulnerável envolvendo mulheres, totalizando 88% das ocorrências.
Em 2023, esses números foram de 1.330 e 2.829, respectivamente, perfazendo cerca de 60% dos casos. Em todo o país, pelo menos 199 mulheres foram estupradas diariamente no ano passado.










