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Cidades do interior de São Paulo ficam cobertas por nuvem de poeira

Cidades do interior de São Paulo ficam cobertas por nuvem de poeira
Foto: Igor do Vale/Estadão Conteúdo

O fenômeno ocorrido em Franca e Ribeirão Preto foi comparado ao cenário do filme “Mad Max”.

As cidades do interior de São Paulo, Franca e Ribeirão Preto, no Nordeste do Estado, ficaram cobertas por uma nuvem de poeira na tarde de domingo (26). A tempestade de areia passou por regiões de Presidente Prudente, Jales, Araçatuba, Barretos e alguns municípios de Minas Gerais, fronteira com o Estado.

Por volta das 15h30, internautas relataram através de imagens nas redes sociais uma nuvem de poeira. Usuários do Twitter compararam o fenômeno ao cenário do filme “Mad Max”.

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Outras imagens registradas pelo Estadão Conteúdo, mostram o Centro de Franca sob poeira. Pouco tempo depois, a região registrou pancadas de chuvas, que segundo o Centro Integrado de Informações Meteorológicas (Ciiagro), equivaleu a 24,4 milímetros até às 17h, na região de Ribeirão Preto.

Este fenômeno é causado pela estiagem e vento antes de tempestade. A meteorologista, Daniela Freitas, do Climatempo, explica que a barreira de terra é comum nesta época do ano, onde ocorre a passagem da estiagem para um período mais úmido, com chuvas isoladas.

“Todos os núcleos intensos de chuva acontecem de forma isolada, associada a grandes rajadas de vento (…). Foi o que aconteceu ao longo desta tarde em São Paulo e em cidades do Triângulo Mineiro, núcleos de chuva se formaram e, antes da chuva chegar, veio toda essa frente de rajada que fez com que a poeira subisse e se elevasse para alguns níveis mais altos da atmosfera”.

De acordo com a meteorologista Estael Sias, da MetSul, este fenômeno é comum em países como a Ásia, onde é conhecido como “haboob”.  O evento é causado por temporais de chuva com ventos fortes, que ao entraram em contato com o solo seco, encontram resquícios de queimada, poeira e vegetação, os quais acabam criando um “rolo compressor” de sujeira que pode chegar a até 10 km de altura.

“Primeiro, vem a nuvem de temporal e tempestade, que gerou a corrente de vento mais horizontal e bagunçou todos esses detritos. Como faz meses que não chove naquela região, tem muita poeira, o solo e a vegetação estão secos, e as queimadas também contribuíram”.

Satélites do Instituto Nacional de Meteorologia mostram que Franca registrou ventos intensos de até 60km/h. A região também estava em alerta para tempestades com até 30 milímetros de chuva por hora, além do risco de granizo, como o que atingiu parte da capital de São Paulo.

Imagem: Igor do Vale/Estadão Conteúdo

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Apesar de Estael informar que este é um evento natural devido às condições do clima, ela também aponta que ele é mais característico de países da Ásia e não tão comum no Sudeste Brasileiro. Entretanto, aponta que o fenômeno tem uma forma de se dissipar sozinho.

“O vento que segue da tempestade vai ajudando a espalhar mais essa areia e ela se dissolve, como o processo do nevoeiro, que é lentomas ajudado pelo próprio vento”.

 

Com informações de Uol e Estadão Conteúdo

 

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