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Justiça Eleitoral esclarece que urnas transportadas em caminhonete com adesivo do PT não tiveram votos alterados

Vídeo que circula nas redes sociais mostra recolhimento dos equipamentos em veículo identificado com número de partido; segundo a Justiça Eleitoral, os resultados já haviam sido apurados, impressos e transmitidos ao TSE antes do transporte.

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Um vídeo que circula nas redes sociais mostrando urnas eletrônicas sendo transportadas em uma caminhonete com adesivo partidário provocou questionamentos sobre a segurança das eleições no Distrito Federal e levou a Justiça Eleitoral a esclarecer que a situação não comprometeu os votos.

O episódio ocorreu no Riacho Fundo II, região administrativa de Brasília, após o encerramento da votação do segundo turno das Eleições 2026.

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As imagens mostram uma mulher entregando os equipamentos a um homem, que os coloca na carroceria de uma caminhonete identificada com o número de um partido político.

A situação chamou a atenção porque o uso de identificação partidária em veículos utilizados no transporte de urnas contraria as normas da Justiça Eleitoral.

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Em esclarecimento sobre o caso, a própria Justiça Eleitoral informou que a irregularidade no transporte não comprometeu os votos.

Segundo as informações divulgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), quando as urnas foram recolhidas, a apuração já havia sido concluída, os Boletins de Urna (BUs) estavam impressos e os resultados já tinham sido transmitidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Por que o transporte foi considerado irregular?

A Resolução TRE-DF nº 8.140/2026 estabelece regras para o transporte de urnas eletrônicas e materiais eleitorais.

O artigo 11 permite que administradores e supervisores dos locais de votação utilizem veículos particulares para devolver os equipamentos à Junta Eleitoral, desde que cumpram os protocolos de segurança e tenham autorização prévia do juízo eleitoral.

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Entretanto, a utilização de veículos próprios não dispensa a obrigação de neutralidade político-partidária. O parágrafo 3º, inciso IV, determina que os veículos utilizados não tenham identificação de partidos políticos.

Por esse motivo, o TRE-DF recebeu informações do cartório eleitoral responsável e está apurando as circunstâncias do ocorrido para identificar eventuais responsabilidades e adotar as medidas cabíveis.

Como funciona a apuração dos votos?

A Justiça Eleitoral também explicou que a apuração dos votos acontece na própria seção eleitoral, logo após o encerramento da votação.

A urna eletrônica calcula os resultados e emite o Boletim de Urna (BU), documento que registra a quantidade de votos recebidos por cada candidato naquela seção.

Depois da emissão, os dados são transmitidos ao sistema da Justiça Eleitoral para a totalização nacional. Esse procedimento ocorre antes do recolhimento físico de todos os equipamentos aos cartórios eleitorais.

Assim, no caso registrado no Riacho Fundo II, os resultados já estavam documentados e transmitidos quando as urnas foram colocadas na caminhonete. O transporte posterior não modifica os dados que já haviam sido registrados e enviados ao TSE.

Eleitores podem conferir os resultados

Outro esclarecimento importante é que os resultados de cada seção eleitoral podem ser conferidos publicamente por meio dos Boletins de Urna.

O documento impresso pode ser comparado com os números disponibilizados no portal da Justiça Eleitoral. A consulta também pode ser feita pela leitura do código QR presente no próprio boletim, conforme estabelece a Resolução TSE nº 23.751/2026.

Dessa forma, a Justiça Eleitoral diferencia o descumprimento das regras de transporte de uma possível fraude na votação.

O episódio envolvendo a caminhonete está sendo apurado pelo TRE-DF, mas as imagens, por si só, não comprovam alteração ou manipulação dos votos.

As informações e os esclarecimentos sobre o episódio foram divulgados pela própria Justiça Eleitoral, por meio do serviço oficial de checagem Fato ou Boato, do TSE.

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