Reta final? Diogo Pinho é chamado para depor em processo que pode cassar seu mandato em Indaial
Comissão rejeitou argumento da defesa, autorizou novas diligências e marcou depoimento de Diogo Pinho para 4 de novembro

O processo que pode resultar na cassação do mandato do vereador Diogo Pinho (PL), em Indaial, avançou com a realização das primeiras oitivas da Comissão Processante.

Na quinta-feira (22 de outubro), foram ouvidos o denunciante Harold Voigt, o servidor público Roger Knipers e o vereador Valentim Blasius (PSD).
A apuração envolve duas acusações centrais: uma suposta oferta de função gratificada a um servidor efetivo da Câmara, em fevereiro de 2026, e uma alegada retaliação após a recusa da proposta.
Segundo a denúncia, o parlamentar teria se recusado a assinar o Ato da Mesa nº 8/2026, que concede adicional por tempo de serviço ao servidor.
Durante a mesma sessão, a defesa de Diogo Pinho desistiu de ouvir cinco testemunhas que haviam sido indicadas anteriormente. Com isso, a comissão cancelou as audiências que estavam previstas para os dias 23 e 29 de outubro.
Depoimento de Diogo Pinho será em novembro
Mesmo com o cancelamento das demais oitivas, permanece mantida a audiência para ouvir o vereador Diogo Pinho.
O depoimento está marcado para quarta-feira, 4 de novembro, às 14h, no plenário da Câmara de Vereadores de Indaial.
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O prazo para a conclusão do processo de cassação é 27 de dezembro de 2026. Após a fase de instrução, a comissão deverá dar continuidade à análise dos elementos reunidos para os próximos encaminhamentos.
Entenda as acusações contra o vereador
O processo de cassação começou após a aprovação, em 22 de setembro, do recebimento de uma denúncia apresentada pelo eleitor Harold Voigt.
O documento aponta supostas infrações político-administrativas relacionadas à oferta de uma Função Gratificada (FG) a um servidor público concursado da Câmara, em troca de sua desfiliação partidária.
A denúncia também aponta uma possível retaliação após a suposta recusa da proposta. Conforme o documento, o vereador teria deixado de assinar uma portaria referente ao adicional por tempo de serviço do servidor.
Outro elemento citado é um vídeo divulgado nas redes sociais em agosto. Segundo a denúncia, nas imagens, o parlamentar reconheceria a autoria das mensagens e a oferta da gratificação, mas teria afirmado que tudo não passava de uma brincadeira.
A Comissão Processante responsável pela apuração é formada pelos vereadores Henrique Fritz (MDB), presidente; Elton Possamai (NOVO), relator; e Flávio Molinari (PSD), membro.
As acusações ainda estão sendo apuradas, e o andamento do processo não representa uma decisão pela cassação do mandato de Diogo Pinho.








