Prefeito de Apiúna tem celular apreendido em investigação do GAECO sobre contratos milionários com vereador de Indaial
A investigação cita cinco contratos firmados entre 2022 e 2024.
Uma investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) apura um suposto esquema de direcionamento de licitações para a contratação de eventos públicos em Apiúna.
Segundo informado pelo Vale do Itajaí Notícias, durante a primeira fase da Operação Pão e Circo, realizada em 7 de julho, foram apreendidos o celular do prefeito de Apiúna, Marcelo Doutel da Silva, o aparelho do ex-secretário de Indústria e Comércio do município, o celular do vereador de Indaial Carlos Eduardo Cunha, conhecido como Dudu Cunha, além de documentos.
De acordo o portal citado, o Ministério Público de Santa Catarina relatou que há indícios de que o prefeito, o vereador e empresário Carlos Eduardo Cunha e o empresário Éder Coelho teriam mantido tratativas para beneficiar empresas em processos licitatórios voltados à realização de eventos municipais. A investigação cita cinco contratos firmados entre 2022 e 2024 que, somados, ultrapassam R$ 2,1 milhões.
O MP também teria afirmado que os investigados mantinham contato desde 2021 e que foram identificadas reuniões e conversas relacionadas à organização de eventos promovidos pelo município. Segundo o órgão, parte das mensagens analisadas não pôde ser recuperada por ter sido apagada.
Ainda segundo o Portal Vale do Itajaí Notícias, o prefeito Marcelo Doutel da Silva negou qualquer conduta irregular. Ele afirmou que todos os contatos com Carlos Eduardo Cunha ocorreram dentro das atribuições do cargo e tinham como objetivo tratar da organização de eventos públicos.
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Também declarou que nunca participou de direcionamento de licitações, combinação de preços ou qualquer acordo para favorecer empresas, acrescentando que não recebeu vantagens indevidas e que irá colaborar com as investigações.
A defesa do vereador Carlos Eduardo Cunha informou que o caso corre sob sigilo judicial e destacou que informações divulgadas de forma parcial não representam, necessariamente, o conteúdo completo da investigação.
Os advogados afirmaram ainda que o parlamentar está à disposição das autoridades.







