Empresário morre envenenado em SC e esposa vira ré ao lado do amante
O crime teria sido executado de forma gradual.

Um empresário de 54 anos morreu após passar dias internado em estado grave em Videira, no Oeste de Santa Catarina, e a investigação da Polícia Civil concluiu que ele teria sido envenenado pela própria esposa com a ajuda do amante dela. O caso veio à tona após exames apontarem intoxicação por substâncias tóxicas, levando o Ministério Público de Santa Catarina a denunciar o casal por homicídio qualificado.
A Justiça aceitou a denúncia nesta terça-feira (19), tornando réus a mulher, de 43 anos, e o homem apontado como amante dela, de 42. Segundo as investigações, os dois mantinham um relacionamento extraconjugal há mais de um ano e planejavam ficar juntos após a morte da vítima, que era dono de uma funerária na cidade.
De acordo com o Ministério Público, o crime teria sido executado de forma gradual. Inicialmente, a esposa passou a colocar metanol na cerveja consumida pelo empresário e soda cáustica nos medicamentos dele. Como a vítima continuava viva, a acusação aponta que ela teria recorrido ao “chumbinho”, veneno clandestino usado ilegalmente como raticida, misturado na comida do marido no dia 4 de fevereiro.
Horas depois, a vítima começou a passar mal e procurou atendimento médico em uma unidade de saúde de Videira. O quadro clínico piorou rapidamente, exigindo internação hospitalar e posterior transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu até morrer, no dia 15 de fevereiro.
A investigação também identificou tentativas de esconder os vestígios do crime. Conforme a Polícia Civil, os suspeitos agiram para fazer a morte parecer natural e chegaram a apagar possíveis provas digitais e físicas. O inquérito ainda aponta que a esposa realizou pagamentos a um enfermeiro da UTI para obter informações sobre a condição de saúde da vítima durante a internação. O profissional responde administrativamente por supostas infrações éticas.
O casal foi denunciado por homicídio com cinco qualificadoras, entre elas uso de veneno, motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Para o Ministério Público, o empresário sofreu intensamente durante os dias em que permaneceu internado.
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Os dois seguem presos preventivamente. A mulher está detida em Chapecó, enquanto o homem permanece preso no Paraná. Durante os interrogatórios, ambos optaram por permanecer em silêncio.










