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Piso regional de SC tem reajuste médio de 6,49%; confira os novos valores

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Empregadores e trabalhadores de Santa Catarina chegaram a um consenso sobre a atualização do piso salarial regional para 2026.

Em reunião realizada nesta quinta-feira (26), em Florianópolis, as entidades definiram reajuste médio de 6,49% nas quatro faixas existentes.

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A proposta agora será encaminhada ao Governo do Estado, que deve elaborar projeto de lei e enviá-lo à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Com o acordo, os valores passam a ser de R$ 1.842,00 na primeira faixa; R$ 1.908,00 na segunda; R$ 2.022,00 na terceira; e R$ 2.106,00 na quarta.

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O entendimento marca o 16º ano consecutivo em que representantes patronais e laborais chegam a um consenso por meio de negociação direta.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, destacou a importância do diálogo.

Segundo ele, a construção conjunta demonstra respeito mútuo e reforça a união em favor do desenvolvimento do estado.

“Pelo 16º ano consecutivo trabalhadores e empregadores chegam a um consenso. A negociação direta entre as partes, mais uma vez pautada pelo respeito, mostra a importância do diálogo franco e aberto”, afirmou.

Representando os trabalhadores, o coordenador sindical do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-SC) e diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio de Santa Catarina (Fecesc), Ivo Castanheira, ressaltou que o acordo tem impacto direto na renda dos catarinenses.

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Para ele, o piso representa instrumento de distribuição de renda e reforça o diferencial de Santa Catarina, único estado com piso regional que mantém negociação direta e consensual desde a criação da lei.

Como funciona o piso regional

O piso salarial de Santa Catarina foi instituído pela Lei Complementar 459, de 30 de setembro de 2009, com validade a partir de 2010.

Desde então, os valores são definidos anualmente por meio de negociação entre entidades representativas de empregadores e trabalhadores.

Dividido em quatro faixas, o mínimo regional se aplica exclusivamente aos empregados que não possuem piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Após o acordo entre as partes, o Governo do Estado encaminha projeto de lei complementar à Alesc para validação.

Confira os novos valores por faixa

Primeira faixa – R$ 1.842,00
Abrange trabalhadores da agricultura e pecuária, indústrias extrativas e de beneficiamento, pesca e aquicultura, empregados domésticos, construção civil, indústrias de instrumentos musicais e brinquedos, estabelecimentos hípicos, motociclistas, motoboys e profissionais do transporte em geral, exceto motoristas.

Segunda faixa – R$ 1.908,00
Inclui trabalhadores das indústrias do vestuário e calçado, fiação e tecelagem, artefatos de couro, papel e papelão, mobiliário, além de empregados em empresas de comunicação, telemarketing, distribuição e venda de jornais e revistas.

Terceira faixa – R$ 2.022,00
Contempla trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas, cinematográficas e da alimentação, além de empregados no comércio em geral e de agentes autônomos do comércio.

Quarta faixa – R$ 2.106,00
Envolve profissionais das indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico, gráficas, de vidro e cerâmica, borracha, joalheria, além de empregados em seguros privados, condomínios, turismo e hospitalidade, administração escolar, cultura, processamento de dados, serviços de saúde e motoristas do transporte em geral.

Com o encaminhamento ao governo estadual, a expectativa é de que o projeto tramite na Assembleia nas próximas semanas, garantindo a atualização oficial dos valores para 2026.

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