Após meses de quedas de energia em Indaial, Procon notifica CELESC e cobra soluções imediatas
Cerca de 10 mil unidades consumidoras são afetadas a cada ocorrência
O Procon de Indaial notificou oficialmente a concessionária CELESC Distribuição S.A. após o registro de sucessivas quedas no fornecimento de energia elétrica no município.
De acordo com o órgão, os episódios têm se repetido nos últimos meses e, em média, atingem aproximadamente 10 mil unidades consumidoras a cada interrupção.
As falhas no serviço têm provocado transtornos significativos a moradores, comerciantes e também ao setor produtivo local, impactando diretamente a rotina da cidade.
Diante da situação, o Procon solicitou esclarecimentos técnicos detalhados sobre as causas das interrupções e cobrou informações claras sobre as providências já adotadas pela concessionária.
Além disso, o órgão exigiu que a empresa apresente, de forma objetiva, quais medidas serão implementadas imediatamente para assegurar a regularidade e a estabilidade no fornecimento de energia. A CELESC tem prazo de 10 dias para encaminhar resposta formal.
O coordenador do Procon, Bruno Mendes, destacou que o aumento no consumo de energia durante o verão não pode ser tratado como algo inesperado.
Segundo ele, a elevação da demanda neste período é previsível e faz parte da dinâmica do setor, o que exige planejamento prévio por parte da concessionária para evitar prejuízos à população.
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Apesar das recorrentes quedas de energia, as aulas na rede municipal seguem mantidas, assim como os atendimentos nos órgãos públicos, que continuam funcionando normalmente.
Ainda assim, a Administração Municipal acompanha o cenário com preocupação.
O prefeito do município afirmou que irá até a sede da CELESC, em Florianópolis, para cobrar providências efetivas e investimentos estruturais.
Ele ressaltou que Indaial passou por crescimento expressivo nos últimos anos, tanto em número de habitantes quanto em atividade econômica, e que a infraestrutura precisa acompanhar essa expansão.
Segundo o chefe do Executivo, a população não pode continuar enfrentando prejuízos causados pela instabilidade no fornecimento de energia elétrica.








