Vizinho acusado de feminicídio em Blumenau é absolvido por insuficiência de provas
Ministério Público classifica crime como latrocínio e anuncia que vai recorrer

O caso que envolve a morte de Raibelys Forti, de 21 anos, registrou uma mudança importante no curso do processo judicial em Blumenau.
O vizinho apontado como autor do crime, ocorrido em maio do ano passado no bairro Água Verde, foi levado a julgamento no dia 12 de dezembro, mas acabou absolvido por insuficiência de provas.
Inicialmente, a investigação apontou para a possibilidade de feminicídio. A Polícia Civil trabalhava com a hipótese de que a jovem teria sido morta por esfaqueamento e estrangulamento após reagir a uma tentativa de violência sexual dentro de casa.
Segundo as apurações, o suspeito teria entrado na residência no momento em que o marido de Raibelys havia saído, e fugido em seguida levando um notebook e uma arma de pressão.
Os objetos mencionados foram localizados nas proximidades do imóvel ainda na noite em que o crime veio à tona.
O homem foi detido dois dias depois e negou participação, apresentando um álibi que, segundo os investigadores, não se sustentou. Ele também apresentava arranhões no corpo compatíveis com uma possível luta.
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À época, o entendimento policial era de que se tratava de feminicídio, sustentado pelo fato de que a vítima estava sozinha quando o agressor teria entrado no local.
Já para o Ministério Público de Santa Catarina, responsável pela denúncia, o enquadramento jurídico correto seria latrocínio — roubo seguido de morte.
Com a mudança de classificação e o julgamento realizado em 12 de dezembro, o réu foi absolvido por falta de provas.
O Ministério Público informou que irá recorrer da decisão, mantendo o caso em discussão na esfera judicial e dando continuidade aos desdobramentos do processo.









