Petróleo e gás do Brasil são poupados de tarifa dos EUA
Isenção reforça papel estratégico da energia brasileira nas relações comerciais entre os dois países

Enquanto diversos setores brasileiros foram surpreendidos com a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos exportados para os Estados Unidos, o segmento de óleo e gás escapou da medida.
A decisão do governo norte-americano, anunciada nesta quarta-feira (30), foi celebrada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), que apontou o gesto como um sinal claro da relevância estratégica do setor nas relações comerciais entre os dois países.
A isenção abrange o petróleo bruto, seus derivados e também o gás natural liquefeito, todos considerados essenciais para o equilíbrio energético global.
Somente nos seis primeiros meses de 2025, o Brasil exportou US$ 2,37 bilhões em produtos desse setor para os EUA, consolidando-se como um parceiro importante no fornecimento de energia.
Além do peso das exportações, o Brasil também importa derivados do mercado americano. Essa via de mão dupla revela uma interdependência comercial que, na avaliação do IBP, foi levada em consideração pelos Estados Unidos ao manter o setor fora da lista de produtos sobretaxados.
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O IBP avalia que a isenção ajuda a manter a competitividade do setor brasileiro diante de um cenário internacional desafiador. A medida também é vista como relevante para preservar investimentos e evitar impactos imediatos nas cadeias de suprimentos e na infraestrutura energética.
A medida dos Estados Unidos foi tomada em um contexto de aplicação de tarifas elevadas para conter desequilíbrios comerciais.
No entanto, a exclusão do setor energético brasileiro da cobrança indica uma diferenciação estratégica por parte do governo norte-americano em relação a produtos considerados essenciais, como o petróleo bruto, seus derivados e o gás natural liquefeito.










