Lula rebate tarifa de Trump, defende regulação digital e pede diálogo direto com EUA
Presidente afirma que ex-presidente americano foi mal informado sobre Bolsonaro e diz que Brasil está pronto para negociar
Durante evento em Osasco (SP) nesta sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto.
Lula atribuiu a medida à desinformação do presidente americano Donald Trump, especialmente em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula afirmou que Bolsonaro não está sendo perseguido, mas sim julgado legalmente por tentativa de golpe de Estado.
Segundo ele, há delações que comprovam planos de atentado contra ele próprio, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
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O presidente brasileiro se disse disposto a conversar com Trump e criticou a ausência de diálogo prévio:
“Se o presidente Trump tivesse me ligado, eu explicaria o que está acontecendo”.
Ele acionou Alckmin, também ministro da Indústria, e o chanceler Mauro Vieira para buscar solução diplomática.
Além da questão de Bolsonaro, Trump alega que o Brasil ameaça empresas de tecnologia dos EUA com multas e censura. Lula rebateu:
“Vamos fazer a regulação das big techs, porque elas precisam respeitar nossas leis. Não aceitaremos que usem as redes para espalhar ódio e fake news”.
Sobre o comércio bilateral, Lula ressaltou que os EUA acumularam superávit de US$ 410 bilhões em 15 anos e que o Brasil não quer confronto, mas sim negociação justa.
“O governo estuda responder ao tarifaço com a Lei de Reciprocidade Econômica, mas não sem antes esgotar as vias de diálogo.” Informou a Agência Brasil em matéria publicada no dia 25 de julho de 2025.
“Estamos prontos para conversar. O Brasil quer respeito e está buscando o entendimento”, concluiu o presidente.









