Clóvis enfrenta tetraparesia após acidente que agravou doença autoimune e precisa de ajuda para continuar o tratamento
Misturebas Solidário foi conhecer de perto a história de superação de um morador de Timbó, que luta diariamente por dignidade, saúde e reabilitação.

Um acidente durante uma rotina de trabalho mudou completamente a vida de Clóvis Medeiros Muller, de 53 anos, morador de Timbó (SC).
Prestador de serviços de limpeza técnica, Clóvis caiu ao escorregar em um piso molhado enquanto fazia a higienização de uma empresa, no dia 17 de fevereiro deste ano.
Desde então, ele está com tetraparesia (uma condição caracterizada pela fraqueza muscular nos quatro membros: braços e pernas, e pode variar de leve a severa, afetando a capacidade de movimento e controle motor).

Agora, Clóvis necessita de cuidados constantes, afinal, a queda agravou ainda mais o quadro clínico dele, que já convivia com uma condição autoimune chamada Espondilite Anquilosante.
Esta, é uma doença inflamatória crônica que atinge principalmente homens entre os 20 e 40 anos, comprometendo o esqueleto, além de causar dores severas, perda de mobilidade e curvatura na coluna.
Clóvis sentia dores intensas desde os 30 anos, mas só recebeu o diagnóstico correto em 2017, após ser atendido por uma reumatologista. Antes disso, teve seus sintomas confundidos com esporões, calcificações e outras condições. A doença também pode afetar mulheres, embora seja mais frequente em homens.
Antes do acidente, mesmo diagnosticado, ele seguia trabalhando para sustentar a família, ele e a esposa, Vanessa Lidiane Costa de Lima, são pais de duas meninas, de 8 e 14 anos.

O tratamento da espondilite inclui o uso de um imunossupressor biológico, fornecido pelo Estado. Cada dose custa cerca de R$ 3.500. A medicação ajuda a estacionar a progressão da doença, mas o que já foi comprometido não retrocede.
Por conta da internação prolongada e da condição atual, Clóvis está sem tomar o medicamento, já que ele diminui ainda mais a imunidade, fator crítico para quem está acamado.
Com o acidente, Clóvis passou por uma cirurgia delicada na coluna, após longa espera no hospital. Ele ficou internado por cerca de 40 dias, onde passou por cirurgia.
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Ao Misturebas News, a esposa de Clóvis, conta que ele ficou muito tempo deitado de costas sem movimentação adequada, o que gerou bolhas e feridas profundas.
“Ele saiu do hospital com uma escara de pressão grave nas costas, causada por negligência hospitalar, afirma Vanessa.
A lesão passou por diversas raspagens, mas até hoje exige curativos diários com pomadas especiais, o que gera alto custo à família.
Ela só está assim, melhorando, por causa do trabalho árduo que faço todos os dias. A gente luta com todas as forças”, conta Vanessa.
Além da rotina de cuidados intensivos, os custos com medicamentos e materiais específicos são altos e constantes. Vanessa precisa comprar antibióticos praticamente de forma contínua, pois além do custo elevado, gera efeitos colaterais como diarreia intensa, exigindo o uso regular de probióticos, que custam R$ 28 a cada seis comprimidos.
Para o tratamento da escara, utiliza cerca de cinco pomadas por mês, ao custo de R$ 86 cada, além de quatro a cinco rolos de plástico filme, que custam R$ 78 cada.
Somente com esses itens, os gastos semanais chegam a, no mínimo, R$ 300. Desde a cirurgia, Clóvis já enfrentou duas pneumonias e seis infecções urinárias, o que reforça ainda mais a necessidade de cuidados contínuos e apoio com os custos.

Além de todos estes agravantes, Clóvis passou por diversas infecções por estar acamado. A recuperação agora depende de um tratamento com câmara hiperbárica, que acelera a cicatrização da escara.
Isso é essencial para que ele possa ser internado no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília – referência nacional em reabilitação de lesão medular.
O hospital exige que o paciente esteja com a escara totalmente curada para iniciar a internação, prevista para durar cerca de 40 dias. Ele já tem uma vaga garantida no local, mas depende da cura da ferida para iniciar o processo.
Clóvis também utiliza sonda vesical de demora, ele sofre com infecções urinárias de repetição, que geram grumos na urina e frequentemente entopem a sonda, exigindo trocas constantes, mesmo ainda dentro do prazo de validade.
Em uma dessas trocas, uma profissional do SAD inflou o balão da sonda ainda na uretra, causando uma lesão que resultou na perda de cerca de um litro de sangue em casa. Na semana passada, a situação se repetiu, com menor volume de sangramento.
Em dias mais difíceis, a esposa chega a trocar a roupa de cama até três vezes e o consumo de produtos de limpeza se torna altíssimo.
“Alguns dias eu entro em desespero”, desabafa Vanessa.
Apesar das dificuldades, a família conta com o apoio da comunidade e da fé. A cadeira de rodas que Clóvis utiliza hoje foi doada por irmãos da Igreja Remanescentes, após um chamado do pastor Rafael. As fraldas e algumas medicações são fornecidas pelo município.
Clóvis e Vanessa são naturais do Rio Grande do Sul e atuam como empreendedores, trabalhando por conta. Desde o acidente, Vanessa precisou reduzir drasticamente o trabalho para se dedicar integralmente aos cuidados do marido. Isso impactou diretamente a renda da família.
Clóvis precisa de ajuda para custear parte dos tratamentos e até manter os custos de vida, já que alguns serviços serão fornecidos pelo Estado, mas outros terão custos adicionais.
As principais necessidades incluem: medicamentos, curativos, tratamentos, deslocamentos, equipamentos, adaptações para casa e, ainda, profissionais para reabilitação.
A boa notícia é que, mesmo com o diagnóstico grave e o prognóstico inicial dos médicos de que ele não voltaria a ter movimentos, Clóvis vem surpreendendo com a evolução.
“Os médicos disseram que ele não mexeria mais nada, mas já está começando a ter alguns movimentos no braço. Até os médicos se surpreenderam”, conta a esposa, com esperança.
Por isso, foi lançada uma campanha de solidariedade para arrecadar recursos que ajudem no tratamento com a câmara hiperbárica, na recuperação e nos cuidados diários de Clóvis.
A corrente do bem já se espalha nas redes sociais. “Qualquer valor, gesto ou oração faz a diferença”, destaca Vanessa.
A doação pode ser feita através da chave Pix: 51 99005-8382 | Giovana de Lima Muller
Assista abaixo, um dos vídeos divulgados na campanha para ajudar o Clóvis e sua família.










