
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta segunda-feira (26) a eleição presidencial brasileira e disse que o pleito “pareceu mais uma eleição fraudada”. Ele não apresentou provas de irregularidades. Na mesma fala, afirmou que gosta do presidente Lula (PT) e que se dá bem com ele, reeleito no domingo (25).
O que disse Trump
Segundo Trump, a eleição teve “péssima aparência”, embora ele tenha repetido que não tomou partido. O republicano afirmou que o processo passou uma imagem negativa ao mundo e que as eleições precisam ser incontestáveis. Questionado se tomaria alguma medida, respondeu que governa os Estados Unidos, e não o Brasil. Ele também chamou de estranha a prorrogação do horário de votação.
O ministro do STF Cristiano Zanin determinou, no domingo, que a votação fosse estendida até as 19h em todo o país, após pedido da coligação de Lula, que citou dificuldades de transporte de eleitores. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu prorrogação em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando chuvas e problemas de deslocamento. Segundo dados do TSE, apenas 35 mil votos foram computados no período extra, enquanto a diferença entre os candidatos passa de 4 milhões.
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Flávio não reconhece o resultado
Derrotado, Flávio Bolsonaro disse que não reconhece o resultado e que vai pedir a anulação da eleição por causa da prorrogação. Especialistas ouvidos pelo site Conjur avaliam que um pedido para anular o resultado geral seria inviável, já que só poderiam ser questionados os votos comprovadamente afetados pela extensão do horário.
Lula obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. Foi a primeira vez desde a redemocratização que um candidato venceu o segundo turno após ficar em segundo lugar no primeiro, quando Flávio teve 47,03% e Lula, 45,16%. Com a vitória, o petista se tornou o primeiro presidente eleito quatro vezes pelo voto popular. Até esta segunda, o governo americano não havia divulgado comunicado reconhecendo o resultado.








