Após desafio de Lula, Flávio impõe condição para abrir sigilos
A discussão começou após o presidente lançar o desafio no domingo (18).
A abertura dos sigilos bancário e telefônico virou tema de confronto entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República.
Durante um evento de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta quarta-feira (21), o senador condicionou a divulgação dos próprios dados à mesma iniciativa por parte de Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-assessor de Lula.
A discussão começou após o presidente lançar o desafio no domingo (18). Ao responder, Flávio declarou que está disposto a levar a proposta adiante, desde que o ex-assessor também apresente seus registros telefônicos.
A manifestação ocorreu diante de apoiadores, na última atividade de campanha do candidato em território paulista.
No discurso, o senador intensificou as críticas ao adversário e acusou Lula de adotar uma postura de confronto seletivo. Flávio também fez ataques pessoais ao presidente e prometeu defender os interesses de seus eleitores.
O ato em Guarulhos reuniu aliados de diferentes cargos e esferas de governo. Entre os presentes estavam o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores eleitos André do Prado (PL-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP), o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e o prefeito Lucas Sanchez (PL).
Ao falar com o público, Tarcísio pediu que cada apoiador buscasse conquistar mais um voto para o candidato do PL. Pavanato, por sua vez, defendeu a aproximação com pessoas que demonstram resistência à candidatura, apontando a necessidade de ampliar o diálogo com esse eleitorado.
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Aborto e religião entram no discurso de Flávio
A mobilização também buscou aproximação com os evangélicos. Músicas gospel fizeram parte do evento, enquanto imagens exibidas no telão mostraram Flávio e Tarcísio acompanhando as letras das canções.
Na área dos costumes, o senador se posicionou contra a descriminalização do aborto e declarou que, caso Lula seja reeleito, poderá indicar quatro ministros próximos a ele para o Supremo. Flávio afirmou que deseja uma Corte sem votos favoráveis ao aborto.
A legislação brasileira, no entanto, já prevê situações em que a interrupção da gravidez é permitida, como quando há risco à vida da gestante, em casos de gravidez decorrente de estupro e quando o feto apresenta anencefalia.
Candidato prepara novas viagens
Depois da passagem por São Paulo, Flávio deve intensificar a campanha em outros estados do Sudeste, com compromissos previstos em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
As últimas mobilizações eleitorais do candidato estão programadas para o Rio de Janeiro e Brasília.







