Notícias de Saúde

SUS começa a oferecer remédio contra o câncer que custa até R$ 366 mil na rede privada

Ao todo, 9 medicamentos serão ofertados de forma gratuita.

Clique e saiba mais!
Garanta já o seu!

Pacientes com câncer atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso a novas opções de tratamento, exames e procedimentos especializados a partir de uma série de medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde.

Entre as mudanças está a oferta de nove medicamentos oncológicos, destinados a diferentes tipos de tumores, como os de mama, próstata, pulmão, rins e estômago.

Saiba mais!

A previsão do governo é disponibilizar 23 novos fármacos até o fim de 2026, com investimento estimado em R$ 4 bilhões anuais para viabilizar o conjunto de tratamentos.

A ampliação pretende reduzir obstáculos enfrentados por pacientes que dependem da rede pública, inclusive nos casos em que medicamentos já tinham sido incorporados ao SUS, mas ainda não chegavam efetivamente aos serviços de saúde.

Faça seu orçamento - Clique aqui

A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, criado em 2025 para fortalecer o atendimento especializado e diminuir a espera por diagnóstico e tratamento.

A nova política de Assistência Farmacêutica Oncológica estabelece como os medicamentos serão comprados, financiados e distribuídos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a primeira etapa contempla 13 indicações terapêuticas e poderá beneficiar mais de 116 mil pessoas. A entrega começa por 20 centros de tratamento distribuídos em diferentes regiões brasileiras, com previsão de expansão para os demais serviços até dezembro.

Medicamentos de alto custo entram na rede pública

Entre as novidades está o abemaciclibe, utilizado em determinados casos de câncer de mama. Na rede particular, o medicamento pode chegar a R$ 366 mil, conforme os dados apresentados pelo governo federal. A inclusão amplia as possibilidades para pacientes que necessitam desse tipo de terapia.

A lista também contempla o pazopanibe, destinado a pacientes com câncer renal metastático, e amplia as indicações do trastuzumabe, que passa a atender também pessoas com câncer de estômago ou da junção entre o esôfago e o estômago. O medicamento já era utilizado no SUS contra o câncer de mama.

Outras opções disponibilizadas são o acetato de lanreotida, para tumores neuroendócrinos; o rituximabe, indicado para determinados tipos de leucemia e linfoma; a abiraterona, para câncer de próstata; o gefitinibe, para câncer de pulmão de células não pequenas; a alfatirotropina, utilizada no manejo de casos de câncer diferenciado de tireoide; e o sunitinibe, indicado para câncer renal e determinados tumores gastrointestinais.

A escolha de cada terapia depende das características da doença, do estágio do tumor e das condições clínicas do paciente. Além de controlar a evolução do câncer, alguns tratamentos são utilizados após a cirurgia para diminuir a possibilidade de recidiva, quando a doença volta a se manifestar.

Para colocar os 23 medicamentos previstos à disposição da população, o Ministério da Saúde adotou diferentes estratégias de financiamento.

Dez serão comprados diretamente pela pasta, outros nove terão aquisição facilitada pelos estados por meio de uma ata de registro de preços, e os quatro restantes contarão com aumento dos repasses para custear os tratamentos.

Rastreamento do câncer de intestino começa em novembro

Outra frente de atuação é a detecção precoce do câncer colorretal. O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais, conhecidos como FIT, para estruturar o rastreamento da doença na rede pública.

A implantação está prevista para começar em novembro nas Unidades Básicas de Saúde de capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes. A estratégia será direcionada a homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas.

O teste identifica pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, um possível sinal de pólipos, alterações pré-cancerígenas ou câncer.

Caso o resultado seja positivo, o paciente poderá ser encaminhado para uma colonoscopia, responsável por aprofundar a investigação. O exame de triagem tem precisão de até 92%, segundo as informações divulgadas pela pasta.

A utilização do FIT também busca organizar a demanda por colonoscopias, direcionando o procedimento para quem apresenta indicação clínica. Por ser mais simples e ter custo menor, o teste pode facilitar o acesso à investigação inicial da doença.

Enquanto o rastreamento intestinal começa a ser estruturado, o SUS avança na implantação do teste de DNA-HPV para detectar o risco de câncer do colo do útero. O governo também financiará exames de citologia reflexa em meio líquido, com investimento anual de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil testes.

Cirurgias menos invasivas terão financiamento

O pacote de medidas inclui R$ 46 milhões por ano para custear cirurgias oncológicas por videotoracoscopia, técnica empregada principalmente em procedimentos relacionados ao câncer de pulmão.

Em vez de grandes incisões, a operação utiliza pequenas aberturas, uma câmera e instrumentos específicos. A abordagem pode diminuir o tempo de internação e o risco de complicações no período pós-operatório, conforme as características de cada caso.

A remuneração de outros procedimentos também será atualizada pela Nova Tabela Agora Tem Especialistas. Na assistência oncológica, os ajustes pretendem aproximar os valores pagos pelo SUS dos custos necessários para manter os tratamentos disponíveis.

Um dos exemplos é a iodoterapia, utilizada no tratamento do câncer de tireoide. O financiamento anual destinado a seis tipos de procedimentos passará de R$ 5,2 milhões para R$ 18 milhões, o que representa uma elevação de aproximadamente 246%.

O reajuste considera despesas com o radiofármaco iodo-131, transporte, profissionais especializados, equipamentos de proteção, manutenção da estrutura e gerenciamento de resíduos.

Os procedimentos com medicamentos administrados por via intravenosa terão repasses quatro vezes maiores, enquanto os tratamentos com medicamentos orais terão seus valores dobrados.

Diagnósticos devem ganhar agilidade

A revisão dos pagamentos também alcança exames de anatomia patológica, fundamentais para identificar tumores e determinar suas características. Biópsias e análises de peças cirúrgicas estão entre os procedimentos contemplados.

Parte dessa estratégia envolve os Centros Regionais de Patologia Digital e Telepatologia (CERPAT), que auxiliam na avaliação de amostras e no compartilhamento de análises especializadas.

Três das oito unidades planejadas já foram inauguradas, em Manaus, Teresina e Diamantina. As demais estão em construção, e os centros poderão receber incentivos de até R$ 30 mil por mês, conforme os critérios definidos.

O Ministério da Saúde também mantém uma parceria com o A.C. Camargo Cancer Center no Super Centro Brasil para o Diagnóstico de Câncer. A estrutura recebe lâminas de biópsias encaminhadas por diferentes estados para agilizar a emissão dos resultados.

Segundo o governo, em alguns locais, exames que demoravam de seis a sete meses passaram a ter resultados disponíveis em aproximadamente oito dias após a implementação da parceria.

Também estão previstos reajustes para exames de diferentes tipos de câncer e a inclusão de procedimentos como sequenciamento genético e testes de biologia molecular. O investimento anual nessa área será de R$ 14,5 milhões.

Retinoblastoma terá linha de cuidado específica

O atendimento a crianças e adolescentes com retinoblastoma, tumor que afeta a retina, também será contemplado pelas mudanças.

O Ministério da Saúde pretende formar um grupo de trabalho para elaborar uma linha nacional de cuidado voltada à doença, com orientações para identificação precoce e encaminhamento aos serviços especializados.

O principal sinal de alerta é o aparecimento de um reflexo branco na pupila, que pode ocorrer com ou sem estrabismo. A doença atinge principalmente crianças com menos de cinco anos, e o diagnóstico rápido pode fazer diferença nas chances de recuperação.

Quando identificado precocemente e tratado em um serviço especializado, o retinoblastoma apresenta sobrevida global superior a 90%, com possibilidade de preservação do olho e da visão, dependendo das condições clínicas.

>> Leia também: Casal usa falso bilhete premiado para enganar idosa de 71 anos em SC

Pronon terá vigência estendida até 2031

O Ministério da Saúde também anunciou a prorrogação do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) até 2031. A iniciativa apoia instituições privadas sem fins lucrativos que desenvolvem projetos de prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e pesquisa relacionados ao câncer.

O edital destinado às instituições está com inscrições abertas até 26 de outubro de 2026. Em oito anos, mais de 2,5 mil entidades foram habilitadas e mais de 1,47 mil projetos foram aprovados.

As medidas anunciadas abrangem desde a ampliação do acesso a medicamentos de alto custo até o fortalecimento da estrutura de diagnóstico e a organização do rastreamento de tumores. A expectativa do governo é ampliar a capacidade de atendimento do SUS e reduzir atrasos em diferentes etapas do cuidado oncológico.

CLIQUE PARA ENTRAR

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo