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Doença de Newcastle é confirmada em SC e acende alerta para 133 granjas

Foco da doença de Newcastle foi confirmado em uma criação comercial de cerca de 6 mil perus em Nova Itaberaba; medidas incluem sacrifício sanitário das aves, desinfecção das instalações e vigilância em quatro municípios.

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina.

Conforme também divulgado pelo G1, a ocorrência mobilizou equipes de vigilância sanitária e colocou 133 granjas de quatro municípios sob monitoramento, em uma operação para conter e erradicar o vírus.

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A confirmação ocorreu em outubro de 2026, após exames laboratoriais identificarem a presença do vírus em aves de uma propriedade com aproximadamente 6 mil perus.

O caso foi detectado durante ações de vigilância ativa da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), mesmo sem sinais clínicos aparentes nos animais.

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Após a confirmação laboratorial, o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com suspensão da movimentação de aves.

Entre as medidas adotadas estão o sacrifício sanitário dos animais, a limpeza e a desinfecção das instalações, além do reforço das ações de vigilância na região.

Quatro municípios estão sob monitoramento

Além de Nova Itaberaba, as ações de controle abrangem os municípios de Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. Ao todo, 133 granjas estão incluídas na área de monitoramento definida pelas autoridades sanitárias.

As medidas estão sendo executadas em conjunto pelo Mapa, pela Cidasc, pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e pelo setor produtivo.

O objetivo é impedir a disseminação do vírus, identificar possíveis novos casos e garantir a segurança sanitária da produção avícola catarinense.

A ocorrência foi confirmada após análises realizadas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da doença.

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A Sape e a Cidasc também emitiram uma nota técnica com orientações para reforçar as medidas de biosseguridade nas granjas. As recomendações buscam proteger os plantéis e reduzir os riscos de disseminação da enfermidade.

O que é a doença de Newcastle?

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres.

Dependendo da variante do vírus e das condições de infecção, pode provocar problemas respiratórios, alterações nervosas, diarreia, inchaço da cabeça e elevada mortalidade entre os animais.

A presença do vírus pode ser identificada por exames laboratoriais mesmo quando as aves não apresentam sinais clínicos evidentes, como ocorreu na propriedade de Nova Itaberaba.

A doença representa uma preocupação para a avicultura porque pode comprometer a saúde dos plantéis e exigir a adoção de medidas sanitárias rigorosas para evitar a propagação.

Por isso, as autoridades reforçam a necessidade de cumprimento dos protocolos de biosseguridade e de comunicação imediata de suspeitas aos órgãos responsáveis.

Consumo de carne de frango e ovos é seguro?

Apesar da confirmação do foco, o Mapa e a Cidasc informaram que o consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária oficial permanece seguro.

Os produtos inspecionados podem ser identificados pelos selos SIM, do Serviço de Inspeção Municipal; SIE, do Serviço de Inspeção Estadual; ou SIF, do Serviço de Inspeção Federal.

Em seres humanos, a infecção pelo vírus da doença de Newcastle é incomum. Quando ocorre, pode provocar principalmente conjuntivite transitória, sobretudo em pessoas que mantêm contato direto com aves infectadas. O risco está relacionado à exposição ao vírus, e não ao consumo de produtos avícolas inspecionados.

Governo ainda não confirma suspensão das exportações

A confirmação do foco também levantou questionamentos sobre possíveis impactos no comércio internacional de produtos avícolas brasileiros.

O governo informou que notificará a Organização Mundial de Saúde Animal e os parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária.

O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Rafael Requião, afirmou que não havia recebido informações concretas sobre uma eventual suspensão das exportações brasileiras em razão da ocorrência.

“Ainda não temos nada objetivo a informar [sobre suspensão de exportações]”, declarou.

Até o momento, não há confirmação de uma suspensão geral das exportações brasileiras por causa desse foco. Eventuais restrições podem variar conforme as exigências sanitárias e as decisões de cada parceiro comercial.

Medidas sanitárias continuam em andamento

O Mapa e a Cidasc seguem com as ações de contenção, vigilância e erradicação do foco em Nova Itaberaba e nos municípios próximos.

As autoridades também reforçam a importância da adoção de medidas preventivas nas propriedades avícolas para proteger a produção e evitar novos registros.

Novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações e das ações de controle na região Oeste de Santa Catarina.

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