Médico de SC que cobra R$ 1 assume caso de mulher com 73 cânceres de pele
O cirurgião bucomaxilofacial Raulino Brasil, de Palhoça, na Grande Florianópolis, anunciou que vai assumir o caso de Hilária Mireski, de 60 anos, moradora de Itaiópolis, no Norte de Santa Catarina. A paciente enfrenta há quase três décadas uma doença genética rara que provoca o surgimento de múltiplos tumores de pele e já passou por dezenas de cirurgias ao longo do tratamento.
Segundo informações divulgadas sobre sua trajetória, Hilária enfrentou 73 cânceres de pele e realizou mais de 90 biópsias. A evolução da doença também levou à retirada de um dos olhos e de parte do nariz, deixando sequelas que agora poderão ser abordadas em uma nova etapa de cuidados e reconstrução facial.
Síndrome rara provoca o surgimento de tumores
Hilária foi diagnosticada com a síndrome de Gorlin-Goltz, uma condição genética associada a um risco elevado de desenvolver diferentes tumores, especialmente o carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele. A doença está relacionada a alterações genéticas que favorecem o aparecimento de lesões ao longo da vida.
Hilária contou que os primeiros sinais apareceram em outubro de 1998, quando percebeu manchas pelo corpo. Desde então, precisou enfrentar tratamentos recorrentes, porque novos tumores continuavam surgindo em diferentes regiões.
A paciente também passou por tratamentos que afetaram sua rotina e sua qualidade de vida. Em razão da complexidade do quadro, o acompanhamento exige atenção contínua, e as possibilidades terapêuticas precisam ser avaliadas conforme a evolução da doença e as condições clínicas.
Cirurgião assume o caso pelo Projeto Leozinho
Raulino Brasil anunciou que ficará responsável pelo caso e classificou a situação como um dos maiores desafios que já recebeu. O profissional é conhecido pelo trabalho com procedimentos de reconstrução facial e pela atuação no Projeto Leozinho, iniciativa social voltada a pessoas em situação de vulnerabilidade que precisam de cirurgias reparadoras.
O projeto oferece procedimentos por um valor simbólico de R$ 1. A iniciativa atende pacientes com diferentes necessidades, incluindo deformidades, sequelas e condições que afetam a estrutura facial.
A expectativa é que Hilária possa passar por novos procedimentos para reconstruir partes do rosto afetadas pela doença e pelos tratamentos anteriores. Até o momento, porém, não foram divulgados todos os detalhes do planejamento cirúrgico nem um cronograma confirmado para as intervenções.
A possibilidade de receber esse acompanhamento representa uma nova etapa na trajetória da moradora de Itaiópolis, que convive com a doença desde o fim da década de 1990.
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Tratamento exige acompanhamento contínuo
A síndrome de Gorlin-Goltz não se resume a um único tumor: pessoas diagnosticadas podem desenvolver novas lesões ao longo da vida e precisam de acompanhamento especializado. No caso de Hilária, a quantidade de tumores e a extensão dos procedimentos já realizados evidenciam a complexidade dos cuidados necessários.
A reconstrução facial, quando indicada pela equipe médica, busca reparar estruturas afetadas e pode contribuir para a funcionalidade e a qualidade de vida. A indicação e a extensão dos procedimentos dependem da avaliação clínica individual.
Com a entrada de Raulino Brasil no caso, a expectativa é avançar na avaliação das possibilidades de reconstrução e definir os próximos passos do tratamento.







