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Documento falso atribuído à PF coloca Nikolas Ferreira sob risco de cassação e inelegibilidade

A Justiça Eleitoral busca esclarecer qual foi a participação de Nikolas na divulgação do conteúdo.

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O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) determinou novas diligências no processo que pode resultar na cassação do mandato e na inelegibilidade do deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG).

A ação envolve a divulgação de um documento falso apresentado nas redes sociais como se tivesse sido produzido pela Polícia Federal.

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A falsidade do material já não é o principal ponto de discussão no processo. A própria defesa do deputado reconheceu que o documento não era verdadeiro. Agora, a Justiça Eleitoral busca esclarecer qual foi a participação de Nikolas na divulgação do conteúdo, que alcançou milhões de seguidores.

Meta e X terão que fornecer dados

Para avançar na apuração, o TRE-MG determinou que Meta e X apresentem informações sobre as publicações relacionadas ao documento.

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As plataformas deverão informar o alcance das postagens, os horários em que os conteúdos foram publicados e retirados do ar, além de dados relacionados à página que teria divulgado o material inicialmente.

Os registros serão confrontados com as informações do perfil oficial de Nikolas Ferreira. A intenção é verificar se o deputado apenas reproduziu um conteúdo produzido por terceiros ou se teve participação na distribuição do documento falso.

O relator também considerou insuficientes as respostas apresentadas anteriormente pelas plataformas e reforçou a necessidade de colaboração com a Justiça Eleitoral.

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Versão apresentada pelo deputado será analisada

Outro ponto que deverá ser esclarecido é a retirada do conteúdo das redes sociais. Nikolas afirmou que apagou a publicação por iniciativa própria, mas informações apresentadas pelo X indicam a possibilidade de o material ter sido removido anteriormente pelo responsável pela postagem original.

A ação eleitoral foi apresentada em razão da divulgação do documento e pode resultar na cassação do registro ou do diploma do parlamentar, além de inelegibilidade por oito anos. No entanto, ainda não há decisão sobre o mérito do processo.

Com os novos dados solicitados às plataformas, o TRE-MG deverá analisar a origem do documento, a forma como ele foi disseminado e a eventual responsabilidade de Nikolas Ferreira antes do julgamento da ação.

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