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Operação que apura contratos de segurança após ataque a creche de Blumenau prende ex-secretário e empresário

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Blumenau e Florianópolis.

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A investigação sobre contratos de segurança em escolas de Blumenau ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (7), com a prisão do ex-secretário municipal de Comunicação André Espezim e de um empresário.

A ação faz parte da segunda fase da Operação Sentinela, conduzida pelo Gaeco, que agora apura possíveis tentativas de dificultar as investigações, além de suspeitas de falso testemunho e falsidade ideológica.

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Durante a operação, também foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Blumenau e Florianópolis. Conforme as informações divulgadas pela força-tarefa, o aprofundamento das apurações levou à identificação de indícios de movimentações financeiras atípicas, negociações de bens e operações realizadas por meio de terceiros.

Esses elementos levantaram a suspeita de que investigados e pessoas próximas possam ter tentado ocultar patrimônio ou disfarçar a origem de recursos relacionados aos fatos apurados.

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As equipes também identificaram possíveis ações para interferir na produção de provas e obstruir o andamento do caso. Segundo o Gaeco, esses indícios motivaram a adoção de novas medidas cautelares, entre elas as prisões realizadas nesta quarta-feira.

Os materiais recolhidos durante as buscas serão analisados para auxiliar na continuidade das investigações.

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O que motivou a Operação Sentinela

A operação teve origem na apuração de possíveis irregularidades em contratos públicos da Prefeitura de Blumenau, incluindo serviços de segurança nas unidades de ensino após o ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em 5 de abril de 2023.

Na ocasião, quatro crianças morreram e outras cinco ficaram feridas. O contrato de segurança citado no material inicial da investigação ultrapassou R$ 9 milhões.

Defesa dos investigados se manifesta

André Espezim ocupou diferentes cargos na administração municipal, entre eles o de secretário de Comunicação e presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae).

Também atuou na Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina. Já Leonardo de Souza é empresário e possui uma produtora de vídeos em Blumenau.

De acordo com o G1, em manifestação, a defesa dos dois afirmou que ainda não teve acesso aos fundamentos das prisões preventivas.

Os advogados destacaram que Espezim já havia fornecido informações e documentos solicitados e sustentaram que a medida parece desnecessária diante do tempo transcorrido desde os fatos investigados e da colaboração do ex-secretário. A defesa informou que analisará a decisão judicial e adotará as medidas cabíveis.

O caso segue sob sigilo, e os materiais apreendidos serão examinados pelo Gaeco. As suspeitas continuam em investigação e não representam, por si só, uma condenação dos envolvidos.

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